A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 02/10/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito à cidadania, à prática do esporte coletivo e ao bem-estar físico e social. No entanto o cenário visto pela valorização do esporte feminino impede que isso aconteça na prática, devido ao preconceito contra as atletas femininas ainda ser muito presente e, consequentemente, a aceitação das mulheres em determinadas modalidades esportivas.
Cabe, a princípio, diagnosticar uma das causas contundentes dessa problemática. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores da sociedade melhorem, a exemplo da participação feminina no universo esportivo, com o intuito de trazer mais visibilidade e credibilidade na presença das mulheres nas modalidades e competições como futebol, voleibol e basquete.
Ademais, convém ressaltar, também, a Constituição Cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, como uma das razões para a permanência desses acontecimentos catastróficos. Nessa perspectiva, conforme o pensamento de Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, de que a política existe para garantir a felicidade e igualdade das pessoas, encontra-se deturpado no país, haja vista as séries de argumentos supostamente científicos e machistas a respeito das limitações do segmento feminino.
Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Conselho Nacional de Desportos, financie projetos e diretrizes referentes à valorização do esporte feminino, por meio de verbas governamentais e de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, organizações, como a CBF e comenbol, deverão adotar mais a participação feminina nas categorias e clubes mais populares do país, com a finalidade de aumentar a visibilidade da participação da mulher.