A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/10/2019

Com o passar dos anos, as mulheres têm conquistado mais espaço em locais que eram dominados por homens e pouco a pouco vêm ganhando visibilidade. Desse modo, em 2019 pela primeira vez na televisão brasileira a Copa do Mundo Feminina foi transmitida, uma grande conquista para as jogadoras que, gradualmente e com muita luta, vêm ganhando espaço para demonstrar seus talentos no futebol. Mas ainda há muitos impasses para que haja a devida valorização e respeito pela modalidade feminina.

Em primeira análise, durante o Estado Novo, o futebol feminino foi proibido. Em virtude de que não seria permitido a prática de esportes que fossem incompatíveis com a natureza feminina. Por esse fato, é evidente que a cultura machista nos desportes foi enraizada na sociedade brasileira, baseada no patriarcado da década de quarenta. Devido a isso, atualmente os esportes praticados por mulheres são desvalorizados, principalmente no futebol.

Em segundo ponto, vale ressaltar a luta constante por parte das atletas em busca de salários e patrocínios iguais a modalidade esportiva masculina. Um exemplo dessa luta das mulheres, foi explicita durante a Copa do Mundo Feminina pela melhor jogadora do mundo, Marta, que ao fazer o gol, apontou para sua chuteira sem patrocínio, o que, até então, não faltou para seleção masculina de futebol. Dessa forma, a luta constante das jogadoras por um espaço maior nos esportes futuramente alcance a igualdade com o âmbito masculino.

Portanto, para que o desporte feminino seja valorizado no Brasil, é preciso que o Ministério do Esporte desenvolva um parâmetro de controle de valores de investimentos/patrocínios, que se baseiam na qualidade do atleta e não em seu gênero. Para que assim, as jogadoras recebam o mesmo valor dos homens, com a finalidade de igualdade entre as modalidades feminina e masculina. Ademais, que aconteça fiscalização para os times de futebol que possuem equipes femininas, para garantir que todo grupo de gestão das meninas sejam mulheres, por entenderem mais como funciona a dinâmica feminina. Desse modo, mais mulheres possam praticar o esporte que desejam, sem sofrerem preconceitos.