A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 23/10/2019

A partir da Globalização, processo de aproximação entre as diversas comunidades e nações existentes por todo o mundo, foi permitido uma maior conexão entre pontos distintos do planeta, o que propiciou ao compartilhamento de características em comum. Com isso, na contemporaneidade, o preconceito ainda existente a respeito da valorização do esporte feminino no Brasil deve ser analisado de forma atenta e precisa. Em virtude desse quadro caótico, surgem as inúmeras barreiras encontradas por todas as atletas, bem como a falta de apoio familiar para seguir no caminho dos esportes.

Em primeiro plano, as dificuldades que as mulheres encontram para se obter sucesso na vida profissional esportiva está diretamente relacionada a opiniões antiquadas e sem fundamento. Dessa forma, a diferença salarial e a falta de patrocínio são vistos constantemente em entrevistas ou protestos, como por exemplo, fez a jogadora Marta que disputou toda a Copa do Mundo de 2019 com uma chuteira sem marca alguma, devido à grande distinção no valor oferecido para atletas do sexo oposto. Desse modo, fica evidente que dos muitos problemas encontrados, a visão destorcida do mundo em relação à mulher e sua posição na sociedade é o mais abrangente a ser contido.

Além disso, a falta de incentivo familiar na carreira esportiva liga-se principalmente pelo fato de muitas modalidades ainda serem vistas apenas como um hobby e não profissão, pelo resultado da grande atenção que se da apenas ao futebol brasileiro. Dessa maneira, apesar do aumento a cada ano da participação feminina nos jogos olímpicos a dificuldade delas em encontrar assistência e aprovação de quem está em sua volta é visível. Sendo assim, muitas acabam desistindo pelo medo da instabilidade da ocupação e no que as aguardam no futuro. Tal fato pode ser ratificado pela frase de Émile Durkein “A sociedade prevalece sobre o indivíduo” que demonstra o controle de um todo sob um.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com o Ministério de Desenvolvimento Social elabore projetos e políticas públicas em âmbito nacional por meio de campanhas em parceria com grandes empresas que visem à igualdade nos patrocínios independente do gênero assim como o salário a fim de reduzir de uma só vez toda a diferença ainda existente. Também, com o apoio da mídia, divulgue propagandas nas redes sociais e TV que mostrem a importância do auxilio familiar e apresente depoimento das que conseguiram obter sucesso no ramo dos esportes apesar de todas as dificuldades, com o intuito de motivar cada vez mais garotas. Assim, com essas medidas motivadoras, pode-se começar a pensar em um país melhor.