A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/10/2020
Baseado em uma famosa lenda chinesa, o filme “Mulan”, conta a história de uma jovem que, disfarçada de guerreiro, substituiu seu pai no Exercito chinês; ela secretamente lutou na guerra ao lado de homens por doze anos e ganhou grande mérito. Analogamente, no hodierno cenário brasileiro, é observado a desvalorização do esporte feminino, em que as mulheres mesmo “lutando” como os homens, não recebem a mesma visibilidade que eles. Tal realidade tem como causa tanto a falta de influência governamental quanto social. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeiro lugar, a falta de programas governamentais com o intuito de influenciar o esporte feminino é um fator problemático a destacar. Nas escolas, por exemplo, é mínima a participação de meninas em jogos como futebol e artes marciais, e, sem esse incentivo ao esporte desde a infância, é lógico a predominância masculina nesse mercado de trabalho. Além disso, a falta de investimentos em profissionais mulheres já atuantes na área, diminui ainda mais o incentivo a essas mesmas mulheres a terem o esporte como fonte de seu sustento. Por isso, aumentar esses programas incentivadores pode ser um grande passo para resolver o problema.
Em segundo lugar, é imprescindível destacar a tenacidade da cultura machista como impulsionadora do empecilho. Essa tenacidade está diretamente ligada às profundas raízes históricas que o machismo possui na civilização brasileira e, apesar da representatividade feminina estar cada vez maior no âmbito social, ainda possui um longo caminho até atingir o “patamar masculino”. Isso pode ser constatado ao observar, por exemplo, a discrepância entre o número de telespectadores de futebol feminino e masculino, claramente menor no primeiro. Dessa forma, é necessário dissolver esse estigma social, a fim de mitigar o impasse.
Diante dessas adversidades, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione verbas para que o Governo, por intermédio do Ministério do Esporte juntamente com o Ministério da Educação, crie projetos para inserir as mulheres no mercado esportivo, desde programas nas escolas, como competições entre as meninas, a cursos profissionalizantes direcionados para adolescentes e mulheres. Ademais, o Governo deve utilizar os meios midiáticos, como propagandas televisivas, para fomentar a inserção feminina no esporte e tornar essa pratica cada vez mais comum, podendo assim, diminuir o preconceito e machismo nesse panorama. Dessa forma, a médio e longo prazo, as atletas brasileiras, assim como Mulan, poderão ganhar suas medalhas de honra e receber a visibilidade que merecem.