A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 25/10/2019
O movimento social Feminista luta, sobretudo, pela igualdade a todos, sobressaltando a opressão que é sofrida pelas minorias, principalmente às mulheres, as quais são historicamente subjugadas. De tal modo, muitas conquistas foram realizadas, entre elas, a inserção das mulheres no esporte. Entretanto, a valorização dessa prática feminina ainda é uma questão no Brasil, tendo em vista que há, ainda, traços dos machismo na sociedade brasileira e não é dada a visibilidade merecida a essas participantes.
A priori, observa-se a discriminação por parte da população, incluindo ambos os sexos, a qual ainda está presa ao passado e à raiz patriarcalista que, por falta de informação, fomenta a desigualdade entre os gêneros. Segundo a música “Triste, louca ou má”, do artista Francisco El Hombre, a mulher quando não está moldada aos padrões da sociedade é qualificada como um ser amargurado e vista com más olhos. Desse modo, a presença feminina no esporte não é vista com esmero, tampouco aceita de forma homogênea por todas as pessoas, já que, consoante ao pensamento machista, a figura da fêmea deve ser recatada, cuidar do lar e dos filhos e ter como “hobbie” algo mais delicado. Diante disso, elas são julgadas e sua performance descredibilizada.
Ademais, vê-se o pouco valor e a falta de prestígio que é dado à modalidade esportiva quando protagonizada por alguma outra pessoa que não seja uma figura masculina. Como exemplo disso, tem-se o caso da Jogadora da seleção brasileira, Marta. A qual foi premiada com alguns títulos a mais que o eleito como melhor jogador do Brasil, Pelé. E ainda assim, não é reconhecida da mesma maneira que este. Comportamento esse relacionado ao Habitus, do pensador Pierre Bourdieu, o qual é exterior e anterior a qualquer pessoa, cultuado a partir de valores pré-estabelecidos na sociedade. Dessa forma, a escassa visibilidade atrapalha o crescimento de talentos que há no país, o que prejudica não só as mulheres, mas o crescimento de toda uma nação
Em suma, a partir dos fatos supracitados, vê-se que ainda há a necessidade de uma maior valorização do esporte feminino no Brasil. Portanto, cabe à sociedade a desconstrução do pensamento machista que ainda perdura no país e a prestigiação dessas práticas, o que pode ser alcançado por intermédio de uma maior ênfase nessa questão com propagandas de como as mulheres estão conquistando esse setor e com a propagação de ideais modernos, os quais se encaixam no novo meio não patriarcal, a partir da mídia, a qual tem o poder de alcançar diversas pessoas ao mesmo tempo e das instituições escolares, que formam o senso crítico da população. Para que assim, a performance tenha o julgamento correto e justo, e todos possam crescer como pessoa e nação.