A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 13/12/2019

Maria Lenk, em 1932, foi a primeira mulher brasileira a competir em Olimpíadas. Entretanto, apesar de terem se passados 87 anos, a participação feminina em esportes ainda é desvalorizada no País. Diante de vários desafios enfrentados pelas atletas, os de maior relevância são a falta de incentivo financeiro e os preconceitos relacionados ao gênero.

Indubitavelmente, a falta de apoio financeiro é a maior dificuldade enfrentada por elas. Segundo ‘O Globo’, das 23 jogadoras da seleção feminina brasileira de futebol, 17 sobrevivem graças ao Bolsa Atleta, cujo valor, na seleção feminina, não ultrapassa 3500 reais. Todavia, os jogadores da modalidade masculina recebem patrocínios milionários, além de todos os grandes times de futebol possuírem incentivos às categorias de base.

Outrossim, ainda há um profundo preconceito na sociedade baseado na ideia de sexo frágil, na qual a mulher não deve fazer parte do mundo do esporte. Em seu discurso no evento “Women and Sport Trophy”, a jogadora de futebol Marta destacou o machismo enfrentado por ela: “Doeu quando os treinadores me tiravam dos campeonatos porque eu era apenas uma menina”. Nesse contexto, várias mulheres têm que lidar diariamente com a discriminação enquanto lutam por espaço.

Pode-se inferir, então, que é necessário haver valorização do esporte feminino no Brasil. Para que isso ocorra, o Ministério do Esporte deve incentivar as modalidades femininas desde as categorias de base por meio da ampliação do Bolsa Atleta. Além disso, ele deve promover campanhas nas escolas e na rede aberta de televisão com o intuito de mostrar a importância da participação feminina  e que a mulher tem condições físicas necessárias para praticar esporte. Com isso, teremos uma maior participação das mulheres em atividades esportivas, assim como teremos uma sociedade sem preconceitos de gênero.