A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 21/12/2019

Quando se discute sobre sexismo no Brasil, é importante ressaltar que a mulher é - sem dúvida - quem mais sofre com esse tipo de preconceito, principalmente no desporto. Esse tipo de discriminação vem da cultura patriarcal e machista da sociedade brasileira, o que dificulta a inserção da mulher no mundo dos esportes.

Durante seu governo, o presidente Getúlio Vargas editou um decreto que impedia as mulheres de praticar alguns esportes, tipificando certas atividades como  incompatíveis com as condições de sua natureza. Isso deixa claro o machismo estrutural inerente à história da sociedade brasileira. Hodiernamente, a desigualdade de gênero ainda persiste: as mulheres dedicam 20,5 horas semanais a atividades domésticas, enquanto que os homens apenas 10 horas - o que as afasta ainda mais da prática de esportes.

Em consequência disso, tem-se um país onde a mulher é frequentemente desrespeitada e desencorajada a sair em busca de seus sonhos. Por isso, o esporte deve ser reconhecido  como importante instrumento de empoderamento feminino, uma vez que lhes dá independência. A relevância do tema é tão grande que a busca pela igualdade de gênero é um dos dezessete objetivos para alcançar o desenvolvimento sustentável, segundo a cúpula da ONU.

Tendo em vista os aspectos mencionados, o esporte feminino deve ser mais valorizado por parte da sociedade. Desse modo, a formulação de políticas públicas que visem a incentivar as mulheres e a educar as pessoas para a prática de esportes pode atenuar os efeitos da desigualdade de gênero no país e, assim, atingir o bem estar comum.