A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/12/2019
Na Grécia Antiga, às mulheres ficavam restringidas ao espaço privado- conhecido como gineceu-, sendo proibidas de frequentarem os espaços públicos - nos quais eram destinados aos homens. Com isso, criou-se uma cultura alicerçada na desigualdade de gênero, sobretudo na imposição de regras e preconceitos ao gênero feminino. Atualmente no Brasil, nota-se, séculos depois, que a luta pela equidade de sexos é grande, pois a mulher encontra-se num cenário em que o esporte feminino ainda busca valorização da sociedade e do próprio governo. Diante disso, medidas são necessários a fim de modificar essa realidade social.
Os obstáculos enfrentados por mulheres no meio esportivo são de outras gerações - a legislação brasileira, criada na Era Vargas, durante o Estado Novo- proibia a participação de certos “desportos incompatíveis com a natureza feminina “, sendo o jiu-jitsu e o futebol como exemplos a serem citados. A partir dessa exemplificação, percebe-se que a legislação era extremamente sexista e limitava à liberdade de escolha e direito por parte das mulheres, além de impor algo baseado na discriminação da condição feminina. Nota-se, portanto, que o próprio Estado dificultava a participação do sexo feminino no esporte, além de não valoriza-lo.
Somado à isso, encontram-se a falta de recursos e políticas de afirmação no incentivo ao esporte feminino. Inúmeras vezes, mulheres sofrem preconceitos em muitas categorias do esporte, isto deve-se ao fato que não há incentivo por parte das organizações não só ao esporte, mas também à atividade física- segundo relatório do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), a prática de exercícios físicos pelo sexo feminino é 40% inferior se comparado ao sexo masculino. Consequentemente, o interesse pelo esporte perde-se, principalmente por conta de tal cultura de ensino desigual.
Portanto, conclui-se que a valorização do esporte feminino representa um grande passo a ser dado, não só as instituições sociais, como também o Estado Brasileiro. Políticas públicas devem ser criadas, para que meninas tenham acesso e conhecimento do esporte desde cedo - a própria escola, desenvolver palestras e dinâmicas em grupo para que às mulheres sintam-se inclusas no meio esportivo. O Estado, por meio dos ministério da educação e o ministério da cultura, destinarem verbas à centros culturais e esportivos que trabalhem no desenvolvimento de modalidades e times esportivos femininos. Somente assim, nomes como Daiane dos Santos, Marta Silva, Maurren Maggi, Amanda Nunes, Aída dos Santos, Maria Link -dentre muitas outras-, serão mais frequentes na história de conquistas femininas no esporte brasileiro.