A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 03/04/2020
A desigualdade de gênero ainda se mantém presente na sociedade contemporânea. No esporte, essas diferenças são muito evidentes. Mesmo que a participação feminina nas práticas desportivas tenha aumentado nos últimos anos, as mulheres ainda enfrentam inúmeras dificuldades, como a falta de patrocínio, salários inferiores comparados aos dos atletas masculinos e preconceito, devido a uma cultura machista que se estabeleceu junto do esporte.
No período da Grécia Antiga, a mulher era vista como “sexo frágil” e, portanto, era proibida de praticar qualquer tipo de esporte. Até a década de 70, a legislação brasileira proibia a prática feminina de algumas atividades desportivas, como o futebol, alegando que tais ações iam contra sua natureza. Estas perspectivas históricas prejudicaram a trajetória das mulheres no esporte, e causaram, posteriormente, a falta de incentivo, a desvalorização e a não aceitação das atletas brasileiras. A prática de exercícios físicos por mulheres no país é 40% inferior aos homens, segundo dado do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Além disso, as atletas não têm as partidas divulgadas. Desse modo, devido a falta de visibilidade, elas não encontram patrocinadores que ofereçam o mesmo que se é oferecido aos homens, pois os mesmos dizem que os esportes femininos não são rentáveis. A desigualdade salarial é outra evidência da cultura machista no esporte. A jogadora Marta, de futebol, possui uma bagagem de mais de 100 gols pela seleção brasileira e seis títulos de melhor jogadora do mundo, e mesmo assim recebe, anualmente, apenas 0,3% do rendimento anual do jogador Neymar.
Portanto, para que haja uma maior inclusão das mulheres no esporte, é necessário que a mídia aumente a visibilidade dada às atletas, estabelecendo, por exemplo, um horário fixo onde aconteça a exibição de jogo feminino. O governo do Estado deve implantar políticas públicas nas escolas que incentivem as meninas, desde pequenas, a participarem mais de práticas desportivas. Logo, a cultura patriarcal no esporte será diminuída e as mulheres terão mais oportunidades.