A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 04/04/2020

O machismo está presente no mundo desde seus primórdios e nos esportes não é diferente. As diferenças entre o tratamento e financiamento de atletas masculinos e femininos são enormes. Atletas femininas de grande renome, como a jogadora de futebol Marta, são excluídas de projetos, patrocínios, comerciais televisivos, entre outras formas de se erguerem como profissionais de sua área. Isso é indignante, já que as mulheres provaram que têm força física, inteligência e talento suficientes para praticar e competir em todas as modalidades esportivas.

Primeiramente, a falta da transmissão de jogos femininos, de qualquer estilo, faz com que os brasileiros não tenham acesso a experiência de assistir e com isso não podem formular sua opinião sobre esses jogos. Outro grave erro das mídias é objetificar, sexualizar o corpo da mulher e fazer com que as jogadoras sejam vistas como não femininas ou até masculinas. Por exemplo, a judoca Edinanci Fernandes foi submetida a um teste de gênero por ser considerada muito masculina. Essa é uma visão muito limitada, pois do que importa a aparência física da atleta e porquê essa aparência deve ser julgada em uma atleta feminina se nenhum atleta masculino nunca foi julgado por ser “másculo” demais ou até mesmo submetido a esse tipo de teste.

Segundamente, a distinção salarial, entre homens e mulheres, existente no ramo esportivo é demasiadamente grande, em um levantamento feito pela Unisinos, apenas 2,7% da cobertura midiática é destinada ao futebol feminino. Sendo assim, a razão para o baixo investimento e patrocínio na carreira de várias jogadoras, além do pensamento machista de que mulheres não iriam conseguir jogar igual um homem, é que elas não tem visibilidade para que as marcas famosas se arrisquem a investir, fazendo com que o salário caía em relação aos dos jogadores que têm a maioria dos jogos transmitidos pela TV’s brasileiras.

Diante disso, a falta de reconhecimento público, o preconceito com atletas de corpo mais toneado por conta da prática de sua modalidade e a descrepância salarial mostram que medidas devem ser tomadas. O Ministério da Cultura, em parceria com a CBF e empresas interessadas em investir no esporte feminino, poderiam apresentar medidas que aumentariam a visibilidade das jogadoras nas mídias populares, lembrando de retirar o conceito de pouca feminilidade em atletas que praticam esportes que usam a força física, por conseguinte, aumentaria o número de patrocinadores e os salários também seriam elevados. Com todas essas medidas as jogadoras brasileiras seriam mais respeitadas em suas profissões e ganhariam mais destaques em seus campeonatos, que seriam transmitidos pelas redes televisivas e resultados publicados em sites, jornais e revistas.