A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 03/04/2020
Desde o século XIX, as mulheres vem conquistando diversos direitos, como por exemplo o direito ao voto e ao trabalho, porém ainda sofrem preconceito, muitas vezes apesar de exercer o mesmo trabalho, os homens ganham bem mais, seja em dinheiro ou reconhecimento.
Segundo a Silvana Goellner, pesquisadora do Centro de Memória do Esporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, “O papel que a nossa sociedade designa para as mulheres é secundário, não é um papel de protagonismo. E tem essa ideia de que o Brasil é o país do futebol. Quando se fala de um esporte que é a identidade nacional e que é representado sobretudo pelos homens e para os homens, isso piora. As mulheres entram ali e desestabilizam essa representação”.
Inclusive com todo esse julgamento a Marta, artilheira e camisa 10 da seleção brasileira, explicou que não renovou o contrato de patrocínio com a Puma porque, o valor proposto foi bem abaixo do que elas estavam recebendo e muito menor do que veem no futebol masculino.
Temos o exemplo da Joana D’arc que precisou cortar o cabelo e vestiu-se de homem para poder entrar no exército porém, em uma batalha foi ferida, e descobriram que ela era mulher, como punição foi queimada viva.
Logo, é evidente a falta de valorização das mulheres no esporte, em território brasileiro, é necessário a ação da sociedade e dos órgãos governamentais. Portanto, o Ministério do Esporte deve promover investimentos, por meio de acordos com empresas privadas para o financiamento do esporte feminino. Além disso, devem promover o incentivo à prática de esportes por mulheres de todo o Brasil, mediante a valorização dos jogos femininos pela mídia, com transmissão ao vivo.