A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/04/2020

O sufrágio feminino foi conquistado a partir de movimentos, que questionavam o direito ao voto no século XX. Essa luta das mulheres, não se restringe apenas a ações eleitorais, mas também em todo ambiente, sobretudo no esporte. Dessa forma, esse meio torna-se rodeado de preconceitos, com uma visão retrógrada de uma sociedade patriarcal, na qual suas companheiras são vistas como sexo frágil. Nesse viés, o baixo investimento e incentivo estatal, somados ao modo como a mídia diminui tal ato, contribuem constantemente para a desvalorização do esporte.

A priori, Malala Yousafzai é uma ativista do Paquistão que enunciou, “se a mulher pode ir para a praia e vestir quase nada, então por que ela não pode vestir qualquer coisa?”. Com isso é possível correlacionar a atual situação feminina, que mesmo tendo direito de realizar qualquer função, ainda não efetuam-nas de modo igualitário. Ainda mais, cortes de investimentos nas áreas esportivas femininas, confrontam o avanço dessas práticas, uma vez que muitas vezes esses se direcionam para a modalidade masculina. Bem como, a ausência de estímulo estatal, que acaba diminuindo as possibilidades de crescimento das profissões que envolvam mulheres e atividades físicas.

Outrossim, não só ações governamentais retardam o crescimento feminino na área, a mídia e a maneira como não auxiliam tal ato, também colaboram. Atualmente, na sociedade brasileira, segundo o jornal Folha de São Paulo as taxas de patrocínios são 50% menores, junto aos índices de premiação que são 30% inferiores, quando comparamos ao masculino. Esses dados, associam-se diretamente, com a forma em que os canais de comunicação lidam com essa área esportiva, já que a maioria dos comerciais de grande evidência popular são desempenhados por homens. Bem como, o meio televisivo faz a transmissão dos jogos das modalidades masculinas, em maior número, não possibilitando a visibilidade da outra categoria.

Em suma, a prática de atividades físicas por mulheres é 40% inferior aos homens, segundo o relatório movimento é vida, do globo esporte. Com isso, é dever do Ministério do Esporte, criado em 1995, aumentar os investimentos nas áreas femininas, igualando-as ao mercado do sexo oposto, objetivando maior oportunidade a elas em competições de maiores níveis. Além disso, também é dever das empresas televisoras- Rede Globo, SBT, Rede Record- promover maior representatividade desta classe, por meio da transmissão de jogos e campeonatos, com a finalidade de ampliar o mercado feminino no esporte. Assim, essa classe que obtém-se de pouca evidência, ganhará gradativamente uma visibilidade que a posteriori se assemelharia ao masculino.