A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 17/05/2020
Marta Vieira é uma atleta brasileira, eleita por seis vezes, a melhor futebolista do mundo pela FIFA- Federação Internacional de Futebol-. Lamentavelmente, devido a fatores ligados ao machismo, a sociedade ainda é preconceituosa e intolerante à prática do esporte por mulheres, o que aflige vários setores do desenvolvimento, a saber a integração social, a saúde e a educação e, em paralelo, notifica um entrave para criar histórias como a descrita. É, portanto, cabível uma análise sobre o esporte feminino, a fim de torná-lo valorizado no Brasil.
Em primeira análise, vale salientar que barrar a figura feminina de executar certos tipos de atividades é um ato advindo dos tempos antigos. Nessa perspectiva, a sociedade grega ateniense, por exemplo, enxergava as mulheres como seres frágeis e incapazes, um absurdo perdurado em muitos momentos da história humana, inclusive no Brasil do século XX, marcado pelo autoritarismo do Estado Novo, que inibia mulheres de praticarem quaisquer desportos. Nesse contexto, o preconceito criado no passado é refletido na sociedade atual não pela lei, mas por conceitos sociais que dão credibilidade aos homens e, concomitantemente, aos esporte praticados por eles, deixando de lado várias atletas talentosas, o que aflige a integração e as oportunidades de ascensão social.
Outrossim, grandes esportistas ganharam seu reconhecimento, a citar-se a tenista britânica Charlotte Cooper, primeira mulher a ganhar uma moeda de ouro nos Jogos Olímpicos, em 1900, que representou uma grande vitória para as lutas femininas nesse âmbito. Entretanto, 120 anos depois, exemplos como os dela ainda são mínimos, por falta de oportunidade e de investimento. Tal descaso minimiza a estabilidade da saúde populacional e o desenvolvimento da educação, haja vista que a prática de atividades físicas é importante para o combate ao sedentarismo, à obesidade e à hipertensão e, ademais, contribuinte para a melhor assimilação de conteúdos escolares, formação cidadã e criação de personalidade, necessidades fundamentais também para as mulheres.
Destarte, é imprescindível que o desvalorização descrita, relacionada ao machismo, deve ser, aos poucos, minimizada. Cabe ao Governo promover, juntamente aos ministérios da saúde e da educação, centros de treinamento e desenvolvimento de habilidades desportivas nas crianças, juntando meninos e meninas em atividades de tal cunho, a fim de engendrar, desde cedo, a interação social a partir da prática do esporte em conjunto, por meio de profissionais capacitados, como educadores físicos e pedagogos. Quiçá, tais medidas instigarão a valorização e o respeito ao esporte feminino no Brasil, entregando a todas as pessoas direitos iguais, melhorando a saúde e a educação e, assim, garantindo que histórias como a de Marta sejam cada vez mais conhecidas na sociedade.