A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/05/2020
As mulheres estão cada vez mais conquistando seu espaço na sociedade brasileira. Conquanto, em pleno século XXI, o esporte feminino não é valorizado da forma que deveria, e esse problema é causado não só pelo preconceito de gênero, mas também pelo sistema patriarcal no esporte. Com efeito, resolver tal problemática, é imprescindível.
Primordialmente, é importante destacar que o Brasil é um país historicamente patriarcal e preconceituoso. Prova disso, na Era Vargas as mulheres eram proibidas de praticar esporte e recebiam salários exacerbadamente inferiores aos salários dos homens. Nesse sentido, a sociedade brasileira tem a visão das mulheres como frágeis, que estão predestinadas a serem mães, cuidar da casa e de seus respectivos maridos. O ator Paulo Autran afirmava que: “Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra o preconceito é válida.” Logo, o preconceito de gênero é um tabu que precisa ser quebrado, para que a sociedade evolua igualitariamente.
Ademais, todos os clubes esportivos são obrigados a ter pelo menos uma equipe feminina. Sendo assim, apesar das equipes participarem dos jogos olímpicos e marcarem números elevados de gols comparados as equipes masculinas, ainda assim, não recebem a mesma valorização, tampouco o mesmo salário. Isso se evidencia com a jogadora brasileira Marta que se apresentou em um jogo contra a Austrália no ano de 2019, com uma chuteira sem patrocínio, além de um símbolo feminista apoiando o movimento “GoEqual”, que defende a igualdade no futebol; em entrevista e nas redes sociais, foi afirmado pela jogadora que lhe foi oferecido um valor financeiro inferior ao que seria oferecido a um jogador do sexo masculino. Dessa forma, é perceptível que o sistema patriarcal ainda é muito presente no esporte brasileiro. Assim, é necessário mudar essa realidade para garantir igualdade de gênero.
Portanto, as Escolas devem incentivar a prática e promover a valorização do esporte feminino, como: campeonatos somente com equipes femininas, debates sobre respeito e preconceito de gênero dentro do esporte, para que novas gerações não deem continuidade à desigualdade de gênero. A Mídia deve utilizar dos meios de comunicação e tecnologia, como a página “Quebrando o Tabu” para promover debates que ensinem, e informem as pessoas sobre a importância de apoiar as atletas brasileiras, a fim desses debates chegarem até os órgãos esportivos competentes, para quebrar o sistema patriarcal, e, assim, investir em equipes femininas. Por fim, impedirá que o preconceito no esporte evolua e promoverá uma sociedade que valorize as mulheres e não as impeçam de conquistar o seu espaço.