A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/05/2020

“o importante não é viver, mas viver bem” . Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, esse pensamento é somente teórico, pois a problemática da falta de valorização do esporte feminino é um grave problema que se deve a preconceitos socioculturais, como o machismo na sociedade brasileira, e também, à falta de investimento e reconhecimento do Estado com essas profissionais. Com isso, tendo em vista os sérios problemas de bem estar social, maiores medidas devem ser tomadas pelo Estado.

Nesse contexto, durante o governo de Getúlio Vargas, foi criado um decreto de lei que proibia às mulheres a prática de esportes majoritariamente praticados por homens, como o futebol. Sob essa perspectiva, apesar desse projeto de lei ter sido abolido 38 anos depois, no final da Ditadura Militar, os clubes de futebol, sob forte influência do machismo, não tinham nenhuma preferência em investir em times femininos, sendo compostos, na maioria das vezes, somente por times masculinos. Contudo, numa tentativa de se obter uma inclusão de gênero, a partir de 2019, todos os clubes da série A do campeonato brasileiro foram obrigados a terem, pelo menos, um time feminino, adulto e de base, para competir, ao menos, 1 campeonato oficial.

Ademais, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que, de 1960 a 2016, o índice de mulheres no esporte subiu 36%,  Nessa lógica, apesar de se ter um maior número de mulheres no esporte, ainda não se tem uma valorização e investimento de qualidade no esporte feminino, tornando a profissão dessas mulheres com pouca visibilidade e reconhecimento, cenário totalmente oposto ao esporte masculino. Dessa forma, fica evidente o quão grave é a falta de investimentos no esporte feminino, já que, sem esse recurso, milhares de atletas ficam sem o reconhecimento do seu trabalho, tanto midiático quanto financeiro, dificultando drasticamente o futuro profissional dessas cidadãs no esporte.

Portanto, o Estado deve realizar um projeto de visibilidade esportiva, por meio da destinação de maiores verbas para a contratação de profissionais femininas nos clubes de esportes brasileiros. Além disso, o Estado em parceria com a Mídia devem realizar um projeto de conscientização, por intermédio de vias midiáticas, como propagandas, abordando a importância da participação da mulher no esporte. Desse modo, com o objetivo de que a população feminina tenha um maior incentivo na profissão esportiva, e, consigam a valorização igualitária como merecem, e assim, tenha uma melhor qualidade de vida, como no pensamento de Platão.