A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 05/06/2020
No livro “Hipermodernidade”, de Gilles Lipovetsky, é retratada uma sociedade na qual os indivíduos estão mais informados, porém, ainda não críticos, mostrando assim a realidade vivida no Brasil. Com isso, evidencia-se um corpo social marcado pela dicotomia da responsabilidade ou irresponsabilidade. Nesse sentido, percebe-se que os principais motivos que levam a desvalorização do esporte feminino são a sociedade machista e a falta de apoio e patrocínio.
É imprescindível ressaltar, a princípio, que o sistema patriarcal é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com historiador Eric Hobsbawm, o século XX foi marcado pela era dos extremos devido ao paradoxo: de um lado, os avanços tecnológicos e de outro, o extermínio de cultura e povos. É o que se verifica no atual cenário brasileiro, no qual se investe em tecnologias de informação, mas não em uma igualdade de gênero, reforçando uma cultura machista. Além disso, as mulheres não possuem apoio e nem patrocínio necessário para se dedicarem, ou até mesmo ingressarem, no mundo dos esportes.
Ademais, é importante destacar, também, que a sociedade vive em constantes riscos ao ser preconceituosa, como teorizou o sociólogo Ulrick Beck, na obra “A sociedade do risco”. Assim sendo, a principal consequência é no âmbito social, pois a falta de investimento para a prática de esportes feminino, faz com que as mulheres fiquem com receio de praticarem esportes, por exemplo, na olimpíadas, o que resulta na perpetuação do preconceito de gênero. Segundo dados do site observatório racial futebol, em 56 anos houve um aumentos de apenas 34% da participação feminina nos jogos olímpicos. Logo, verifica-se a falta de responsabilidade da sociedade. Desse modo, são necessários novos agentes de mudança quando se trata da relação entre os seres humanos.
Portanto, a desvalorização do esporte feminino é um desafio para o universo do homem social. Para esse mundo globalizado, são necessários investimentos na Educação Social, a fim de adquirir novos valores e mudar a conduta, porque se percebe hoje uma distorção de comportamentos. Por isso, os Institutos de tecnologia, em parceria com o Ministério das comunicações, por meio de projetos de apoio social, devem criar plataformas digitais, a exemplo do “Youtube”, já que são instrumentos de longo alcance, com documentários e até orientações sobre os prejuízos causados pela desigualdade de gênero, o que irá favorecer a sociedade como um todo. Assim, é preciso ter atos responsáveis para uma sociedade mais igualitária.