A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 13/07/2020
O papel feminino na sociedade é discutido desde a Revolução Francesa, ocorrida no século XVIII, em que Marie Gouze, por escrever a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi condenado a guilhotina. Nesse sentido, o papel da mulher hodiernamente, torna-se passível de discussão, visto a carência da valorização do esporte feminino no Brasil. Nesse ínterim, urge compreender de que forma os estereótipos sustentados na população e a falta de auxílio monetário contribuem para a manutenção do impasse.
Em primeiro plano, convém destacar a forte carga cultural e histórica relacionada a esse comportamento. À guisa da socióloga Ruth benedict, a cultura é a lente pela qual o indivíduo o mundo. Sob tal ótica, é notório que em decorrência da mulher ser considerada um “sexo frágil” desde a Grécia Antiga, faz com que se tenha a estereotipação do sexo feminino, excluindo-a do meio esportivo. Diante disso, torna-se evidente a importância de se destacar as conquistas femininas a fim da desconstrução de estereótipos.
Outrossim, é fulcral analisar a falta de auxílio monetário nas práticas esportivas. Nessa lógica, é sabido que quanto menor a renda, maior a falta de acesso ao esporte. A exemplo disso, conforme a revista “Cidade Verde”, as opções de lazer não chegam até as periferias, tendo a acentuação da desigualdade. Sendo assim, faz-se inadmissível em um país signatário da Declaração dos Direitos Humanos, não incentivar a prática de esportes entre os cidadãos de menor renda.
Dessarte é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para resolução do impasse, urge que o Ministério da Educação e Cultura -visto o seu dever de assegurar uma educação qualificada para todos, implemente, por meio projetos e políticas públicas que estimulem as crianças e adolescentes de regiões periféricas a praticarem esportes, a fim de depauperar a hostilidade feminina nesse meio. Desse modo, situações vividas na Revolução Francesa se distanciará do cenário hodierno e a valorização do esporte feminino tornará tangível.