A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
A mulher é um homem mutilado. Isso foi o que os estudos de Aristóteles constataram, o antigo filósofo grego tratou da biologia feminina sob véus machistas e estereotipados, percepção comum no século em que ele viveu, contudo inadimissível na atualidade. No entanto, muitos contextos sociais acabam por reduzir as mulheres a essa antiquada condição, um caso explícito é o esporte, onde as mulheres são tratadas como seres fracos e incapazes de realizar atividades de alto rendimento, as causas sociais dessa crença são as mesmas do século de Aristóteles: o machismo e os estereótipos, e além destas, outra barreira para valorização do esporte feminino no Brasil aparece: o pouco investimento que a área recebe do Estado e das empresas para custear o esporte feminino.
Antes de tudo, o machismo é um preconceito expresso por opiniões e atitudes que elevam o gênero masculino acima do feminino, esse conceito engessado há muito já deveria estar abandonado, porém persiste na sociedade brasileira, devido ao patriarcalismo tradicional presente no país. Por consequência, as mulheres na atualidade encontram dificuldades na prática desportiva devido as práticas machistas que as ridicularizam e as objetificam na atividade, também os estereótipos presentes na cultura machista acabam por formular valores morais que influenciam as mulheres a não buscarem participar das atividades desportivas, por medo ou uma falta de interesse induzida pelos padrões sociais impostos à elas.
Também por ser ínfima a visibilidade do esporte feminino no Brasil, as empresas acabam por não patrocinar os eventos desportivos da categoria, pressupondo que não terão retornos com os gastos em publicidade. Consequentemente, sem as iniciativas de patrocinio no esporte, não existem meios para que as atletas possam construir uma carreira no ramo.
Cabem aos ministérios e secretarias estatais constituírem sistemas para distribuição de verbas de apoio ao esporte feminino no país, através de cadastros de clubes esportivos,e concomitantemente a construção desses centros para que todas as iniciativas do esporte feminino encontrem apoio financeiro e treinamento adequado, também cabe ao estado, por meio do setor legislativo, constituir leis para que as empresas devam investir no esporte das categorias femininas, assim as desportistas poderão progredir em suas carreiras com dignidade.
Porém, para o problema social histórico da aceptividade das mulheres no esporte(e na sociedade em geral), apenas mudanças de comportamento à longo prazo poderão solucionar essa questão, mas tornar visível a capacidade feminina nos esportes certamente contribuirá para que as mulheres conquistem esse espaço de maneira capaz e ousada, como as guerreiras natas que são.