A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/07/2020

No limiar do século VII a.C, com a formação dos Jogos Olímpicos na Grécia Antiga, a participação feminina era nula. Dessa forma, os cidadãos gregos estabeleciam papeis sociais que separavam as mulheres de qualquer relação que infrinja o estereótipo da fragilidade do corpo feminino. Em contraste ao passado, a atuação deste grupo é presente no cotidiano brasileiro. Contudo, tal problemática do preconceito às mulheres que aspiravam as atividades esportivas na Antiguidade Grega ainda ocorre atualmente, associada intrinsecamente com uma representação universalizada do corpo feminino e a imposição cultural de papeis sociais.

Primeiramente, deve-se ressaltar a negligência governamental e dos clubes privados em garantir o fácil acesso e influenciar a prática de atividades esportivas, uma vez que quanto menor a renda maior a diferença de atuação feminina. Destarte, a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe como um dos fundamentos principais a igualdade de gênero. Dessa forma, segundo uma pesquisa feita pelo Comitê Olímpico Internacional, os jogos que ocorreram em 2016 no Rio de Janeiro apresentaram 45% de mulheres competindo. No entanto, grande parte da equipe técnica é composta por homens que exibem, a priori, o corpo feminino de modo erótico e sexualizado, posto que tais atitudes corroboram para a cultura hierárquica dos padrões esportivos.

Por conseguinte, vale considerar que o preconceito integrado na sociedade esportiva afeta diretamente os patrocínios necessários para ampliar as áreas de visibilidade e manutenção para que equipes femininas e atletas tenham qualidade em seus jogos. Diante desse contexto, o cenário é similar com a série ‘‘As minas do Hóquei" produzida pela plataforma “Netflix”, apresentando a luta de sete garotas para conseguir manter a sua equipe, visto que o diretor do clube omite participações e patrocínios para o grupo, visando a estabilidade da associação as cutas da intolerância às meninas. Além do atraso no esporte, a ausência feminina diante da pouca visibilidade favorece na desaparição da representatividade que sanciona a diminuição de mulheres atletas, afetando o futuro feminino no esporte brasileiro.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. Para tanto, O Estado em parceria com as escolas devem planejar e desenvolver projetos para estimular crianças e jovens (de ambos os sexos) a realizarem esportes, além de encorajar, por meio da mídia, um embate a qualquer oposição, com o intuito de ter uma valorização deste grupo social. Visto que, “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito” segundo o físico Albert Einstein. Assim, poderá aproximar-se da Declaração dos Direitos Humanos, e futuramente dispor inteiramente da igualdade de gênero.