A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Segundo o filósofo Kant, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres, entretanto, a valorização do esporte feminino, no Brasil, segue um rumo contrário ao pensamento, devido à falta de isonomia no corpo civil. Assim, é necessário que o governo reveja suas políticas públicas em relação a essa minoria, a fim de combater o preconceito e auxiliar no reconhecimento desse setor, o qual carece de atenção de todos.
A priori, de acordo com as ideias de John Locke, o quadro configura-se em uma ruptura do “contrato social”, já que o Estado deve garantir a igualdade de gênero, porém não assegura para essa parcela civil, como em 1941, quando Vargas proibiu a modalidade feminina no esporte. Sob esse viés, o prejulgamento discriminatório com as mulheres, em sua maioria, é perpetuado por obra da construção de um círculo social marcado pelo machismo, rotulando, desde então, a classe feminina como inferior. Destarte, para exemplificar, uma menina, de 10 anos, viralizou na internet em razão do desabafo sobre o bullying que enfrenta por jogar futebol, tal quesito teve atenção da atacante do time brasileiro que afirma ter encarado o mesmo preconceito. Sendo assim, percebe-se a dificuldade de reverter esse cenário e como o reflexo histórico influencia até o momento, distando do rompimento dessa mazela.
Outrossim, evidencia-se que a coletividade é estruturada por um modelo excludente, posto que apenas no ano de 2019, a Rede Globo transmitiu uma Copa do Mundo feminina de futebol, comprovando o descaso com o reconhecimento e apoio ao caso. Diante disso, os obstáculos existentes é por uma negligência social, pois não ocorre um estímulo governamental para realização da prática, dando continuidade ao pensamento arcaico de que tal meio não foi feito para a “natureza feminina”. Dessa maneira, a título de ilustração, é notório a desigualdade salarial entre os esportistas, uma vez que, ainda, a mulher recebe menos em relação ao homem, mesmo exercendo papéis iguais na sociedade. Em virtude dessa situação, é necessário uma maior valorização e, principalmente, incentivo para essa minoria, para a isonomia de gênero deixe de ser uma utopia.
Dado o exposto acima, é preciso a elaboração de medidas públicas que valorizem o esporte feminino e que mitiguem o preconceito enraízado no país. Assim, a mídia, como maior influenciadora, junto com as redes de televisões, devem divulgar mais tal questão, por meio de transmissões de jogos, a fim de naturalizar o tema, ao mesmo tempo que promovem estímulos nas crianças que desejam ser jogadoras. Ademais, o governo pode promover campanhas contra a discriminação dessa desigualdade de gênero, demonstrando apoio a causa, por meio de panfletos e investimentos em treinamentos e infraestruturas para elas, desvinculando esse domínio masculino em um campo que é de todos.