A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 17/07/2020

No ano de 1921, aconteceu a primeira partida de futebol feminino no Brasil, o jogo foi noticiado pelo jornal “A Gazeta” como atração “curiosa”, quando não “cômica”. Hodiernamente, o esporte feminino continua sem ter o seu devido valor no país, visto que existe um enorme machismo na prática esportiva feminina, determinada condição inibe que milhares de mulheres mudem de vida, pois o desporto atua como um agente de transformação social.

Mormente, é de extrema e fundamental importância compreender o passado para entender o atual cenário esportivo machista hodierno. Ora, nesse sentido, no período Paleolítico, surge a ideia de que o homem é superior a mulher, por conta de ter mais força física o gênero masculino cria uma escala em que ele é o líder, o machismo. Paralelamente, fundamentado no pensamento citado anteriormente, um campeonato de skate realizado em Santa Catariana no ano de 2018, premiou o vencedor do masculino com doze mil reais e a vencedora do feminino com cinco mil reais, segundo os organizadores, o exorbitante contraste na premiação acontece porque os homens atraem mais público. Com isso, percebe-se que um dos fatores que faz com que o esporte feminino não seja valorizado é o machismo, essa conduta deve ser estiolada o mais rápido possível, caso contrário a desvalorização de mulheres atletas irá se eternizar.

Ademais, o esporte já atuou como metamorfose na vida de muitos indivíduos do sexo feminino, tirando-as da situação de vulnerabilidade social. Sob tal ótica, a jogadora Marta da seleção brasileira nasceu no interior de Alagoas, ela e seus três irmãos foram criados pela mãe em condições humildes, após seu pai abandonar todos em casa. Posteriori sua infância complicada, Marta se tornou profissional e foi eleita por seis vezes a melhor jogadora do mundo. Logo, frente ao fato supracitado, emergi o poder de ascensão social que o esporte tem, ele possibilita a transgressão das mulheres para um vida economicamente melhor, assim, o enaltecimento da prática esportiva feminina é essencial e extremamente necessário.

Em síntese, é mister para que o desporto feminino seja valorizado no Brasil que medidas urgentes sejam tomadas. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que empresas particulares, por meio de capital privado, patrocinem atletas e equipes femininas de todos os esportes, as empresas que fizerem isso terão diminuição nos impostos concebida pelo governo, desta maneira os desportes praticados por mulheres vão ter o reconhecimento e a valorização que merecem. Somente assim, o entrave atual será resolvido, evitando que aconteçam novas formas de ridicularização igual a que o jornal “A Gazeta” fez no século xx.