A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 15/07/2020
Joana D’arc queria lutar contra o controle da França pela Inglaterra, no entanto, apenas homens podiam fazer parte do exército, então ela se camuflou como um garoto para poder guerrear. Analogamente, no hodierno, as mulheres ainda enfrentam a falta de acesso a determinadas funções, por serem desse gênero, como no esporte, que, quando protagonizado por garotas, é desvalorizado. Isso ocorre porque o machismo está no cerne da cultura e tem como consequência a escassez de visibilidade. Logo, cabe à autoridade competente mitigar essa questão.
De início, convém ressaltar que o preconceito ao sexo feminino é histórico e a causa do problema, uma vez que a ideia da mulher como reservada unicamente à vida privada está na cultura coletiva. Sendo assim, garotas como Rosalind Franklin, que descobriu a estrutura do DNA, sofrem com o machismo, por não se dedicarem apenas a família, mas também à ciência. De maneira consoante, as atletas também quebram o estereótipo feminino e, por isso, poucas conseguem se livrar das amarras da sociedade e entrar em um time, já que essa cisão é mal vista. Em suma, é inaceitável que o machismo ainda imponha limites às mulheres.
Consequentemente, o preconceito gera a falta de visibilidade dos jogos femininos, que culmina na sua desvalorização, visto que eles têm menor audiência. Dessa Maneira, o desinteresse do público resulta em menos patrocínios, pois esse investimento dá menor lucro comparado à categoria masculina. À luz disso, Marta competiu na Copa do Mundo de 2019 com uma chuteira sem logo, em prol da igualdade no esporte, que ainda não existe, dado que ela não recebeu as mesmas propostas que atletas homens recebem. Enfim, é inadmissível que haja essa discrepância salarial.
Portanto, o machismo e a consequente falta de visibilidade são os responsáveis pela pequena valorização dos jogos femininos. Para resolver essa problemática, é preciso o Governo Federal obrigue os patrocinadores a investirem na categoria feminina. Isso deve ocorrer mediante uma lei que só permita que as imprensas patrocinem um atleta homem, se patrocinarem uma mulher concomitantemente, com valores equivalentes, com fiscalizações e punições amiúdes. Essa ação tem a finalidade de gerar visibilidade e reconhecimento às esportistas e o efeito disso é a valorização do esporte feminino.