A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Na Grécia Antiga, a valorização do ócio possibilitou a criação de jogos para o entretenimento dos cidadãos, surgindo as Olimpíadas, que se tornaram conhecidas mundialmente. Decerto, algumas pólis gregas, cidades-Estados independentes, restringia os pré-requisitos para ser considerados cidadãos, ou seja, muitas vezes as mulheres eram submetidas a tarefas domésticas e não tinham suas habilidades esportivas valorizadas. Dessa forma, é de urgência social o combate a sociedade patriarcal e a tomada de medidas para valorizar a participação feminina nos esportes brasileiros.

Nesse contexto, o filme americano “Ela é o cara” retrata a vida da personagem Viola, que tem o sonho de jogar em um time de futebol, todavia, é impedida de jogar com os garotos de sua escola, então ela assume a vaga do seu irmão gêmeo no time. Não obstante, no Brasil, o cenário no qual as mulheres se encontram é desfavorável para a sua valorização no esporte, a ausência de oportunidade é um reflexo de uma sociedade incisivamente hierarquizada, que não aceita a evolução das ideias e conceitos. Devido ao preconceito de que mulher não é tão boa no esporte quanto um homem, e apesar de tentarem eliminá-lo diariamente, é áspero conseguir mostrar suas qualidades no âmbito esportivo.

Segundo a ativista Helen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”, contudo, é inegável como preconceito afeta a sociedade a partir do núcleo, pois desde criança, meninas são ensinadas a se acharem inferiores. De fato, em um contexto machista, o trabalho masculino é mais valorizado que o feminino, em que mulheres atuantes nas mesma profissão são menos reconhecidas, exemplificado no esporte pelo jogador Neymar Júnior da seleção brasileira masculina, e Marta Viera na feminina, ambos possuem conhecimentos diferentes do público. Outrossim, movimentos feministas são intensificados por razões como essas, que em busca de ter seus direitos garantidos e reconhecidos, as mulheres lutam contra a opressão e a favor da inclusão, independente do esporte.

Portanto, é de fundamental importância a atuação do Ministério do Esporte, que deverá criar o projeto “reconstrução esportiva”, com o intuito minimizar a exclusão do sexo feminino nessa educação física, que pelo fato de ser seletiva e padronizada, impede a realização de sonhos idealizados por mulheres, logo, incentivando-as a combater o machismo enraizado e oferecendo oportunidades desde a formação escolar nas atividades físicas. Ademais, faz-se necessária a participação do meio midiático, pelo fato de influenciar pessoas de vários lugares do mundo, que por meio do jornalismo, vão realizar pesquisas sobre a evolução da luta das mulheres pela inclusão mais aprofundada nos esportes, que foi transformada de um obrigação doméstica para a presença em várias áreas de trabalhos e lazer, inclusive o esporte, assim, mudando o cenário apresentado na Grécia antiga.