A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 15/07/2020
A prática esportiva nasceu masculinizada e a conformação social contribuiu para conservar o modelo exclusivista das atividades desportivas. Dessa forma as mulheres foram excluídas deste cenário durante longa parte de sua história; sofrendo preconceitos e dificuldades burocráticas para sua inclusão.
Pela formação patriarcal do desenvolvimento social, a discriminação do gênero feminino em atividades físicas foi sustentada por concepções culturais acerca do mesmo. Esta situação se refletiu em leis que limitavam a sua participação baseadas na “natureza biológica”, considerada culturalmente delicada e limitada.
Com o ingresso nos esportes foi comprovado que isto era não apenas coisa de homens, fazendo mostrar o erro em considerá-las como sendo o sexo frágil. Apesar de conquistas e de superar em diversos momentos o desempenho masculino, o avanço ainda é sujeito de demérito e desvalorização, como mostra a baixa visibilidade atribuída às mulheres na cena desportiva.
O absolutismo masculino na sociedade é causador de angústias e preconceitos contra tudo o que for excluído disto, até na prática de esportes. A conservação dessas visões é nociva; o direito de participação das mulheres é um bem social que deve ser mantido e sua noção de fragilidade, desconstruída. Deve-se notar e reconhecer o espaço conquistado e o desenvolvimento proporcionado por elas. É necessário que a sociedade passe a atribuir visibilidade para que haja valorização, inteirando-se da participação feminina e incentivando o ingresso de novas atletas.