A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
A sociedade contemporânea é resultado de longos processos históricos que foram responsáveis por estruturá-la sobre tradições patriarcais e machistas. Por conta disso, debates sobre a inserção e a valorização do esporte feminino ainda se mostram extremamente necessários nos dias atuais.
O patriarcalismo, e consequentemente, o machismo são fenômenos sociais que existem desde a Antiguidade, e que graças a invasão europeia conseguiram se consolidar no Brasil. Sendo assim, o povo brasileiro cresceu seguindo essa estrutura, que coloca e identifica a mulher como submissa e fisicamente limitada, algo que afeta diretamente a inserção da mesma no cenário esportivo.
Nas últimas décadas, com o crescimento dos movimentos femininos, essa estrutura tem sido questionada e a realidade da discriminação das mulheres é cada vez mais questionada. A Copa Feminina de Futebol de 2019 foi a primeira a ser transmitida em rede nacional aberta, e esse acontecimento representa um marco muito importante no que diz respeito a valorização e reconhecimento do esporte feminino.
Entretanto, percebe-se que isso ainda não é suficiente, já que as atletas sofrem com a falta de patrocínio, de apoio e também com o preconceito. Nota-se, então, como essa estrutura patriarcal é a causa das dificuldades que as mulheres ainda enfrentam no mundo esportivo. Isso também mostra como a valorização do esporte feminino é um longo processo, que ainda está em seus primeiros, mas significantes passos.
Dessa forma, cabe ao Ministério da Cidadania e a Secretaria do Esporte, desenvolver projetos como o “Mulher Esportista”, que será responsável por acolher mulheres em situações vulneráveis e incentivá-las a entrar no mundo esportivo, oferecendo apoio social e financeiro. Assim, o esporte feminino cresce, ganha mais visibilidade e, consequentemente, mais patrocinadores, ou seja, esse projeto ajudará muitas mulheres e criará oportunidades para o esporte feminino crescer dentro da sociedade.