A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Na sociedade contemporânea, a valorização do esporte feminino ainda é um problema de caráter social. Isso se deve não só à falta de políticas públicas destinadas a patrocinar e incentivar a prática de esportes femininos, mas também à ausência de uma educação mais expansiva que vise romper os paradigmas do preconceito contra a participação feminina na sociedade. Em vista disso, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão em âmbito nacional.

Em verdade, a desigualdade entre gêneros é uma problemática histórica ainda muito evidente no mundo contemporâneo. Sendo o esporte uma das práticas sociais que refletem os padrões de comportamento e os valores de uma sociedade, é notável que essa diferença está refletida nesse plano, como fruto do machismo. Conforme um estudo feito pela USP, cerca de 40% das mulheres que praticam esportes já sofreram algum tipo de discriminação de gênero. Nesse sentido, percebe-se que isso é muito preocupante, pois retrata que, embora a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.

Outrossim, é importante destacar que ausência de uma educação expansiva capaz de romper os paradigmas do preconceito e a exclusão feminina na sociedade, uma vez que a ascensão feminina no esporte representa um importante avanço social e reconhecimento de toda uma geração vitoriosa. Prova disso é a superação da seleção feminina de handebol brasileira conforme mostrado no documentário Meninas de Ouro, produzido pela Saravá Filmes, sobre a vitória olímpica da seleção em 2013, mostrando uma retrospectiva cronológica que aborda as principais dificuldades da seleção nas duas últimas décadas. Assim, alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas é um dos dezessete objetivos para o desenvolvimento sustentável de acordo com a cúpula das Nações Unidas.

Fica evidente, portanto, a necessidade de valorizar o esporte feminino na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem incentivar mais projetos para patrocinar mais competições femininas e atleta, conferindo-lhes mais possibilidades para que possam seguir uma carreira profissionalizante esportiva. Além disso, cabe-lhe ainda investir em projetos esportivos educacionais nas instituições de educação, promovendo, desde cedo, atividades de interação entre ambos os sexos, com intuito de desconstruir o ideal de que esporte é só para homens, provendo a igualdade de gênero.