A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Na obra " Alegoria da caverna" do século IV a.c, o filósofo grego Platão propõe uma metáfora que exemplifica as crenças que limitam o homem de evoluir. Nela pontua-se o comodismo do homem frente aos seus óbices, restringindo sua capacidade de progredir. De maneira análoga, a valorização do esporte feminino no Brasil tem sido um “tabu” ainda no tempo hodierno. Nessa lógica cabe reconhecer, à falta de políticas públicas destinadas a patrocínio e incentivo a prática de esportes femininos, bem como o machismo enraizado na população, tais fatores são determinantes para a problemática em questão.

Em uma primeira abordagem, destaca-se a dificuldade em inserir o esporte no âmbito feminil pela falta de recursos e incentivo público. A esse respeito, vale referenciar que o comprometimento do Ministério do esporte - Órgão responsável em construir uma política nacional de esporte - é insuficiente em questões de infraestrutura, deixando de impulsionar o mesmo. Outrossim, deve-se ressaltar que segundo um levantamento publicado pela Unisinos, apenas 2,7% da cobertura midiática é destinada ao futebol feminino. Esse panorama auxilia na análise de que existem privilégios do esporte masculino, sobre o feminino. Assim, são urgentes ações que rompam com o quadro vigente.

Em uma análise mais aprofundada, observa-se que no cenário atual existem preconceitos e crenças ligados ao machismo, que inferiorizam as mulheres. À luz dessa ótica, em meados do século XX Getúlio Vargas, criou um decreto que proibia o esporte feminino no Brasil, pois alegava que prejudicava a saúde e a beleza da mulher. Nessa perspectiva , vê-se que algumas atitudes patriarcais de quase um século atrás, ainda reflete no tempo atual, visto que, pessoas que defendem o machismo criticam e denigrem mulheres que praticam esportes, principalmente os que necessitam de forca física. Nesse segmento, cabe-se dizer que existe uma desigualdade de gênero, de modo que o sexo feminino fica submetido há um grau de exigência maior para ter sucesso ou visibilidade. O que urge mitigação.

Depreende-se, portanto, que o homem abandone a caverna usada como metáfora por Platão, e explore um novo mundo de possibilidades libertadoras. Dessa forma, o Estado - conjunto das instituições que controlam e administram uma nação - juntamente com o Ministério do esporte, devem criar um concelho efetivo, para que bases desportivas sejam criadas no intuito de incentivar as mulheres a se dedicarem mais a área. Ademais, o Governo - principal órgão detentor de poder público - em parceria com o Poder Midiático, deve promover campanhas e palestras explicativas, por meios de recursos tecnológicos, afim de sanar as crenças e preconceitos culturais imperados. Com a efetiva prática dessas medidas, esse problema há de ser atenuado.