A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
Na Grécia Antiga, berço das olimpíadas, era estritamente proibido que mulheres praticassem qualquer tipo de exercício, com a justificativa de que as tornariam masculinas, e que eram biologicamente inferiores. Ainda nos dias atuais, percebe-se que a sociedade brasileira herdou inúmeros preconceitos machistas da antiga sociedade grega, e apesar de todas as conquistas do feminismo, é perceptível a falta da valorização feminina no esporte. Tal fato se evidencia pelo preconceito enraizado, que ocasiona a falta de investimento no mundo esportivo feminino.
O preconceito é um fator estarrecedor, visto que o machismo está presente em nosso dia a dia. É válido ressaltar que há poucos anos, durante a Ditadura Militar, mulheres eram proibidas de praticar esportes. Consoante ao físico Albert Einstein: “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Porém, é de suma importância que tais prenoções sejam desconstruídas para que a equidade de gênero seja alcançada, uma vez que, pelo menos 40% das meninas e mulheres já sofreram algum tipo de discriminação por gênero enquanto praticava algum desporto, segundo uma pesquisa da USP, gerando insegurança e a desistência da tentativa de se exercitar ou praticar algum esporte.
Ademais, de acordo com o Artigo 217 da Constituição Federal, é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais. No entanto, não há o incentivo financeiro e psicológico necessário para que haja a inserção de meninas e mulheres no esporte. Outrossim, podemos perceber estas problemáticas em nosso cotidiano, já que apenas jogos masculinos são transmitidos em TV aberta, consequentemente sendo comentados somente os jogos masculinos, e faz com que não haja o reconhecimento necessário às jogadoras, ocasionando a falta de representatividade feminina para a inspiração das novas gerações.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o Estado, adjunto do Ministério da Educação, Esporte e Cultura – haja vista o seu dever em assegurar uma educação qualificada para todos -, planeje e desenvolva projetos e políticas públicas para estimular crianças e jovens a realizarem desportes, além de encorajar, por meio das escolas e palestras de figuras representantivas, um embate a qualquer hostilidade, com o intuito de ter uma valorização maior e escassear o rebaixamento dessa camada. Dessa forma, poder-se-á aproximar-se da Declaração dos Direitos Humanos, e por conseguinte, salvaguardar os privilégios estabelecidos.