A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 21/07/2020
O filme Mulan, da Disney, exibe a história de uma jovem que deseja se tornar guerreira para poupar seu pai de ir à guerra, mas o exército só poderia ser composto por homens. Fora do universo cinematográfico, o mesmo ocorre no esporte brasileiro: pelo machismo historicamente enraizado, falta de incentivo e representatividade, milhares de mulheres são reprimidas ou não tem oportunidades no cenário esportivo.
Inicialmente, é inegável que a opressão masculina é vigente desde os primórdios da sociedade. De tal maneira que, a exemplo, Getúlio Vargas, durante a ditadura do Estado Novo, assinou um decreto que proibia o mulheres de jogar futebol por “contrariar a natureza feminina”. Enquanto meninas forem educadas com o pensamento sexista de que são inferiores, a utopia da igualdade de gênero no esporte se torna cada dia mais palpável. Pela mesma razão, meninas precisam se sentir representadas no universo esportivo, pois, segundo Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher: torna-se”, evidenciando a construção da personalidade feminina no contexto em que está inserida.
Vale salientar que, a falta de incentivo e programas esportivos em escolas ocasiona a progressão da desigualdade de gênero. Parafraseando Immanuel Kant, filósofo prussiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Uma vez que, meninas sejam incentivadas a praticar atividades físicas específicas nas escolas, levarão esse hábito e o interesse para a vida. De maneira semelhante a teoria de Issac Newton, ação e reação, a qual todas as ações praticadas desde a infância, terão como resultados impactos positivos de incentivo no futuro. Ressaltando dessa forma, que ao ensinar a base da sociedade de maneira correta, impedirá que uma parcela populacional no futuro não tenha tido preparo.
Destarte, é evidente a urgência da valorização do gênero feminino no esporte. Por isso, é necessário que o Ministério da Cidadania, juntamente com as secretarias municipais, por meio de verbas governamentais, criem programas de incentivo feminino à prática esportiva nas escolas. Bem como o desenvolvimento de locais preparatórios para grandes times brasileiros, como escolinhas de futebol e basquete. Ademais, o Estado juntamente com a mídia devem divulgar jogos femininos e suas respectivas jogadoras, para alimentar a representatividade na sociedade. Sendo assim, espera-se que no futuro a sociedade brasileira se torne mais igualitária e que as atletas sejam verdadeiramente valorizadas.