A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Em 14 de abril de 1941, com o decreto de lei 3199 imposto durante o governo de Getúlio Vargas ordenou o afastamento feminino da prática esportiva é dado sob inúmeros discursos “ Visto que as mulheres estavam proibidas de praticar qualquer esporte que fosse contra sua natureza’’. Diante disso, tona-se evidente que a desigualdade entre gêneros é uma problemática histórica ainda muito evidente no mundo contemporâneo.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a forte carga cultural e histórica relacionada a esse comportamento. O afastamento feminino da prática esportiva é dado sob inúmeros discursos. Dentre eles, ressalta-se, como na Grécia Antiga, o fato de a mulher ser considerada “sexo frágil”, enquanto o esporte seria para os fortes. Além disso, desde a infância, a menina é criada para realizar as atividades domésticas e, futuramente, cuidar dos filhos. Tal fato mostra que a falta de incentivo às práticas desportivas começa desde cedo, já que requer tempo integral de dedicação. Até mesmo os professores de Educação Física, na escola, em sua maioria homens, frequentemente, excluem as meninas de algumas atividades.

Ademais, é fundamental destacar a falta de patrocínio, principalmente por parte do governo. Dentre os principais nomes associados ao esporte, os maiores salários são pagos aos atletas masculinos. É imprescindível, também, apontar o papel negativo que a mídia desempenha nesse cenário de exclusão. É indiscutível a visibilidade que o esporte tem na sociedade contemporânea. Entretanto, quando se trata da participação feminina, essa visibilidade é muito desproporcional. O maior exemplo disso é o futebol, que vai além de uma mera modalidade esportiva, sendo parte da identidade do país. O lado masculino é explorado, desde os campeonatos regionais até os mundiais, por todos os veículos de comunicação. No entanto, mal sabemos quando a seleção brasileira feminina está jogando.        Fica claro, portanto, que a marginalização da mulher nas práticas esportivas é um aspecto machista enraizado historicamente. A fim de se obter avanços nesse cenário, a escola deve promover, desde cedo, atividades que integrem ambos os sexos, a fim de desconstruir a ideia de que o esporte é só para homens. O governo, por sua vez, deve investir mais nas atletas, conferindo-lhes a possibilidade de seguir a carreira esportiva. É papel da mídia, por fim, veicular mais informações sobre o esporte vinculado à mulher e valorizar as conquistas alcançadas por elas.