A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 27/07/2020

Com o verso “Deus é mãe”, Elza Soares denuncia o fato de que o pensamento humano foi construído exclusivamente a partir da perspectiva masculina. Essa hegemonia simbólica, presente em todos os campos de atuação social, cria um cenário de desigualdade que continua excluindo as mulheres. Logo, faz-se necessário encarar a sociedade patriarcal e a marginalização da mulher como importantes causas dos problemas presente no esporte feminino brasileiro.

Em primeira análise, vale destacar a sociedade patriarcal. Segundo o jornal Veja SP, o salário de Neymar é 269 vezes maior que o de Marta.  Apesar de ambos serem ídolos nacionais no que diz ao meio futebolístico, Marta, por ser mulher, recebe menos visibilidade e patrocínio justamente pela sociedade brasileira crer que o futebol é um prática masculina, portanto, jogadoras devem receber menos por não serem capazes, uma ideia altamente incoerente.

Ademais,  marginalização da mulher nas práticas esportivas é um aspecto machista enraizado historicamente. Desde a Grécia Antiga, as mulheres eram consideradas “sexo frágil”, e os esportes deveriam ser praticados apenas por homens fortes. Essa ideia, que persiste na sociedade atual, deixa explícito que a humanidade não evolui  seus pensamentos mesmo vendo mulheres superando recordes de homens e mostrando  sua força e capacidade quando lutam por sua visibilidade e respeito.

Portanto, pode-se inferir que a participação feminina no esporte brasileiro é um tema revelante e carece soluções. Sendo assim, cabe ao Estado por meio do Ministério da Educação criar medidas que incentivem as meninas a participarem das atividades esportivas realizadas nas escolas, além de promover competições oficiais municipais e estaduais que mostrem a importância do esporte feminino no contexto brasileiro. Assim, espera-se que nas próximas gerações, as mulheres tenham seu valor e respeito como atletas assegurado.