A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 24/07/2020
Na corrida dos esportes, a largada feminina teve um atraso considerável e prejudicial em comparação com a masculina, heranças de uma sociedade patriarcal, da qual ainda permeiam pensamentos e atitudes machistas, vide a própria lei, que desde 1941 até 1979, proibia mulheres de praticar certos esportes, como o futebol, partindo da premissa que o corpo feminino era algo pragmático, feito para gestação, e por mais que a sociedade esteja desconstruindo essas características, elas trazem consigo consequências que até hoje prejudicam o esporte feminino.
Contudo, mudanças notáveis foram, e, estão sendo feitas, como por exemplo os times grandes de futebol terem por obrigação a inclusão de um time feminino ativo em campeonatos, por outro angulo, o reconhecimento já mostra-se muito desigual, como no caso da jogadora de futebol, Marta, que pela seleção brasileira já fez mais gols que o considerado mundialmente rei do futebol, Pelé, e são fatos como esses que desestimulam a aderência das mulheres nos esportes.
Outrossim, é muito presente na contemporaneidade a objetificação das mulheres, e a publicidade esportiva corrobora com isso, quando grande parte das fotos são das atletas paradas, e de ângulos específicos, fatos que precisam ser mudados imediatamente, pois como dizia o filósofo oriental Confúcio “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”.
Sendo assim, é preciso considerar, antes de tudo, que a postura social é machista e precisamos de medidas eficientes para acabar com isso e existir equidade no esporte em todas categorias. Para a solução de qualquer problema social, a área da educação tem um peso que à coloca como um recurso com maior potencial de eficacia, portanto, o ministério da educação e cultura pode certificar que não haja sexismo nas atividades escolares, em especial nos esportes, à partir de pesquisas respondidas pelos próprios alunos, assim poderia mapear e evidenciar possíveis problemas, e agir neles, estimulando meninos e meninas à praticarem todos os esportes disponíveis, e ações como incluir discussões sobre o sexismo no esporte e na sociedade e a objetificação das mulheres, nas aulas que abordam assuntos sobre ética e moral, fazendo com que os alunos entendam que deve haver igualdade e equidade no esporte e na sociedade.