A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Registros históricos demonstram que não faz muito tempo que mulheres conquistaram o direito à participação em eventos esportivos. Foi apenas no inicio do século XX, que o sexo feminino começou a ter suas primeiras aparições oficiais, porém, somente no ano de 2012 elas foram permitidas a partilhar com os homens todas as modalidades nas olimpíadas internacionais. Ainda com a sua grande presença nos esportes, mulheres continuam a sofrer preconceitos e uma menor valorização de suas modalidades no Brasil. Tal problemática é fundamentada em fenômenos históricos de exclusão de sua participação e na falta de incentivos financeiros por parte do governo.

Em primeiro plano, atividades esportivas são tradicionalmente praticadas por homens, isso porque o sexo feminino era visto como  “sexo frágil” e submetida a trabalhos domiciliares. Com o passar do tempo, as mulheres foram  ganhando espaço nesse âmbito, e, atualmente, ocupam 46% da participação total nas olimpíadas, de acordo com dados do “Observatório racial”. Apesar de sua grande participação, sua visibilidade ainda é pequena se  comparadas à dos homens: modalidades masculinas são mais requisitadas por empresas publicitárias e patrocinadores, visto que são um negócio mais lucrativo ao passo que tais modalidades têm mais alcance e interesse do público.

Dessa forma, a falta de incentivo estatal e privado no desenvolvimento de atividades femininas diminui sua valorização. Em escolas, por exemplo, há mais presença de campeonatos esportivos masculinos, além dessas instituições brasileiras não incentivarem esportes tipicamente femininos, tais como o Handebol, ginástica artística e rítmica, diminuindo o interesse de meninas a serem  futuras atletas nessas áreas, além de contribuir para a continuidade da visão dessas atividades físicas como  uma setor destinado ao sexo masculino

Finalmente, para que haja uma maior valorização do esporte feminino no Brasil, é preciso que o Estado em parceria com escolas públicas e privadas, crie projetos de valorização do esporte feminino por meio de verbas governamentais que forneçam à instituição a infraestrutura adequada para cursos gratuitos de modalidades femininas e em esportes como: ginástica, atletismo, nado;  instigando, dessa forma, o interesse da menina por esse universo e ,quebrando preconceitos enraizados de que esportes forma feitos apenas para determinado sexo. Só assim, será possível uma maior valorização do esporte feminino no Brasil e o rompimento de preconceitos de gênero.