A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/07/2020

Segundo o cientista político Nicolau Maquiavel, os preconceitos têm raízes mais profundas do que as virtudes. Nessa seara, ao se analisar a persistência de uma desvalorização do esporte feminino no Brasil desde o surgimento das práticas esportivas no País, ratifica-se essa ideia, haja visto que ainda existe uma desvalorização social acerca dessa atividade dentro da parcela feminina devido ao machismo,  fomentando um desinteresse comercial no setor.

É importante, de início, destacar que a sociedade negligencia as atividades esportivas femininas, por causa, principalmente, do machismo. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Friedrich Nietzsche, a moral é a melhor forma de orientação social. Dessa maneira, como grande parte da população ainda apresenta uma moral machista, há a permanência de uma visão extremamente sexualizada das mulheres, o que atinge o setor esportivo negativamente, uma vez que há um grande público que associa o universo feminino à futilidade e à promiscuidade, dificultando, por conseguinte, a valorização dessa modalidade. Assim, confirma-se isso ao se analisar que somente esportes ligados à estética ou que exibem mais o corpo dos atletas, como patinação e vôlei, é que possuem uma maior audiência, acontecendo o contrário com esportes como o futebol e o basquete.

Nesse viés, vale ressaltar que o esporte feminino, por não ter um apoio da sociedade, movimenta extremamente menos capital em comparação ao masculino , dificultando a sua valorização. Nessa linha de raciocínio, Karl Marx, sociólogo, elaborou o conceito de Materialismo Histórico, isto é, toda os costumes e comportamentos da sociedade são regidos pela sua produção econômica. Desse modo, o esporte feminino, por não receber tanta atenção do público e , consequentemente, não ter tantas empresas associadas a ele, tem sua propagação inviabilizada,no sentido de que não há um incentivo financeiro capaz de subsidiar as atividades, de incentivar as atletas e nem de fomentar o desenvolvimento dessa modalidade no Brasil. Além disso, exemplifica-se essa problemática por meio do fato que a jogadora brasileira Marta Vieira, jogou , nos últimos campeonatos , sem patrocínios, pois o valor oferecido à ela era bem menor em comparação a o que atletas homens recebiam

Diante do exposto, urge que os meios midiáticos, por meio de propagandas, exibam a importância do esporte feminino para o País, transmitindo mais atividades esportivas que envolvam mulheres , a fim de estimular uma visão de respeito e de admiração com as atletas, o que auxiliaria no desenvolvimento de uma valorização social com esse esporte. Ademais , é mister que o as empresas relacionadas com esse segmento invistam mais nesse setor, por meio do patrocínio justo com as esportistas, com intuito de desenvolver esse setor econômico,estimulando,portanto,o crescimento da participação feminina no ramo.