A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 16/07/2020
Thomas Mores, em sua obra “A Utopia”, retrata um sociedade totalmente igualitária e ideal. Tal fato, não é evidenciado na sociedade contemporânea brasileira, uma vez que inúmeros são os entraves encontrados na valorização do esporte feminino. Desse modo, cabe entender de que maneira a desigualdade de gênero e o precário incentivos dos orgãos governamentais coadunam-se para agravamento dessa problemática.
A priori, vale salientar a importância da equiparação de gênero para o desenvolvimento social. De acordo com Aristóteles, a função do estado é garantir o bem-estar e equilíbrio social. Porém, ao analisar que 40% das mulheres que ocupam cargos com a mesma função que outros homens ainda recebem menos que estes, segundo jornal O Globo, evidencia-se a deturpação do ideal aristotélico, uma vez que a desigualdade de gênero é um fator acentuado nas relações sociais modernas. Ademais, é mister pontuar o ineficiente incentivo das instituições sociais. Conforme Pierre Bourdieu, a incorporação das estruturas sociais provoca a reprodutibilidade de práticas arcaicas, haja vista que por ser um resquício de uma sociedade patriarcal, os indivíduos e as instituições são construídos socialmente replicando atitudes machistas. Nessa perspectiva, contribuindo para a desvalorização da mulher nos diversos âmbitos da comunidade coletiva.
Urge, portanto, que medidas seja tomada para mitigação dessa temática. Nesse panorama, é imperioso que o Ministério da Educação, a partir de parcerias com Ministério do Esporte, efetue ações escolares como: palestras e debates, com o objetivo de mostrar e reproduzir a figura da mulher nos esportes, para construir cidadãos conscientes da igualdade de gênero entre os atletas. Outrossim, seria imprescindível que o Ministério da Cidadania, adjunto à ONG’s, realize campanhas midiáticas, com o fito de reforçar a importância da valorização feminina no corpo social e incorporar nas instituições práticas de equidade entres os sexos.