A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 16/07/2020
No governo de Getúlio Vargas, a modalidade de esporte feminina era proibida por lei. Em contrapartida, no século XXI, a participação das mulheres na prática de esportes aumentou significativamente. Entretanto, a figura feminina no esporte ainda sofre uma desvalorização exacerbada na sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de não só da negligência do governo, mas também do preconceito da população.
Convém ressaltar, a princípio, a omissão do Estado como fator determinante para a persistência do impasse. Nesse sentido, de acordo com o filósofo grego Aristóteles, a função da política é garantir o equilíbrio e bem-estar da sociedade, por meio da justiça. Porém, no atual cenário brasileiro, nota-se que o modelo aristotélico não existo na prática, uma vez que o governo investe minimamente em políticas públicas destinadas ao esporte feminino, construção de quadras poliesportivas para mulheres e inserção no esporte brasileiro. Assim, as figuras femininas são desvalorizadas e sofrem exclusão esportiva constantemente. Desse modo, faz-se imprescindível a reformulação dessa postura estatal.
Além disso, o preconceito da sociedade é um forte empecilho para a resolução dessa problemática. Sob essa perspectiva, de acordo com o filósofo alemão Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Por essa ótica, o impasse da desvalorização das mulheres no esporte brasileiro apresenta-se como um esteriótipo passado de geração em geração, que as mulheres são inferiores e não devem participar dessas atividades, consideradas em muitos países, masculinas. Essa lógica pode ser comprovada ao observar dados divulgados pelo site “G1”, que mostram, em 1980 , apenas 20% das mulheres participando das olimpíadas. Logo, é inaceitável que, no Brasil, as mulheres continuem sendo desvalorizados no âmbito esportivo.
Fica evidente, portanto, que a desvalorização do esporte feminino não pode continuar. Dessa forma, cabe ao governo federal, por intermédio da Secretaria Especial do Esporte, criar campeonatos femininos em todas as regiões brasileiras, por meio de investimentos em políticas públicas destinadas ao esporte. Tais competições ocorreriam anualmente e seriam transmitidos em meios de comunicação, como televisão e rádio. Isso deve ser feito para que o esporte feminino seja valorizado na sociedade brasileira. Somente assim, a realidade do brasil atual distanciar-se-á do governo de Getúlio Vargas.