A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/07/2020
“A discriminação demora horas para ser construída, mas séculos para ser destruída.” A frase do psiquiatra Augusto Cury pode ser comparada com o filme: “Ela é o cara”, no qual, a protagonista “Viola” se submete a trajes e comportamentos masculinos, para praticar futebol. Expondo o preconceito e a falta de valorização do esporte feminino. Nesse sentido, a desigualdade de gêneros e o descuido dos meios midiáticos impedem que a classe feminina alcance seus direitos e destaque no mundo esportivo.
Em primeiro plano, é válido salientar que, desde o período da antiguidade clássica, a Grécia estabeleceu um sistema, no qual, homens e mulheres poderiam frequentar as escolas, porém ao final do período letivo, os homens iam praticar esporte, oratória e estudos relacionados ao direito, enquanto as mulheres aprendiam serviços domésticos. Tal problemática mostra que a desigualdade de gêneros imposta culturalmente, atesta a priorização dos indivíduos do sexo masculino em relação ao sexo feminino, uma vez que, essa classe é sempre inferiorizada.
Ademais, cabe analisar que as mídias sociais influencia na ascensão dos esportes masculinos em detrimento ao feminino. Em 2019, a Copa do Mundo Feminina foi transmitida pela primeira vez, em canal aberto. Enquanto que as Copas masculinas, são disseminadas desde 1970. Tal conjuntura expõe o comportamento misógino, ainda recorrente, vivenciado pelas mulheres. Sob essa perspectiva, vale ressaltar que a jogadora da seleção brasileira, Marta, ultrapassou o “Rei do futebol”, Pelé, ao completar 95 gols, mas a mídia permaneceu em estado oculto e sem manifestação.
Portanto, cabe ao Governo em conjunto com o Ministério da Educação, trabalhar de uma forma mais objetiva as questões de gêneros, dentro das aulas de sociologia. Bem como, a criação de palestras educativas a fim de quebrar esse sistema patriarcal estabelecido na sociedade. Outrossim, o Ministério da Cidadania e os meios midiáticos devem transmitir os campeonatos femininos, incentivando a prática do esporte por essa classe. Assim, a mentalidade arcaica romperá com as origens da desigualdade.