A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 16/07/2020
No filme “As Sufragistas”, é apresentado a história real da luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto no século XX. Fora do cinema, em pleno século XXI, no Brasil, as mulheres brasileiras enfrentam uma batalha semelhante, a de valorização do esporte feminino no país. Nesse contexto, deve-se analisar como incentivos a proteção e uma sociedade mais igualitária podem ajudar nessa luta.
Primeiramente, é importante considerar como a autoproteção vêm colaborar com a inclusão das mulheres no esporte, isso porque, casos de feminicídio e estrupo na sociedade brasileira fazem parte do cotidiano de notícias. Em matéria divulgada pelo jornal G1, uma enfermeira foi estrupada no meio da rua, logo após o medo passar resolveu praticar Jiu-Jitsu para se proteger e assim voltou a viver. Em decorrência disso, nota-se como valorizar o esporte feminino vai além do que uma atividade física.
Outrossim, a busca por uma sociedade igualitária também tem seus benefícios. Isso porque, o pensamento patriarcal ainda está presente no cotidiano feminino, no qual, mulheres devem praticar atividades mais leves, longe do esporte. De acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no Brasil, a prática de exercícios físicos por mulheres é 40% inferior aos homens, tal índice prova que ainda tem muita desigualdade no esporte. Assim sendo, a valorização do esporte feminino é crucial para uma sociedade com mais igualdade.
Portanto, fica evidente que medidas além do incentivo a proteção e uma sociedade mais igualitária devem ser tomadas para a valorização do esporte feminino no país. Logo, cabe ao Ministério da Educação por meio de ONG´s humanitárias promover campanhas e projetos que visem a inclusão das mulheres no esporte. E os Governos Estaduais por meio das mídias de comunicação devem desenvolver campanhas que mostrem o quão prejudicial pode ser a falta de inclusão, e que elas podem mudar isso pelo esporte.