A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 16/07/2020
Durante muitos anos, mulheres brasileiras foram discriminadas esportivamente, enquanto homens disputavam Copas do Mundo de futebol. Em um país conhecido como país do futebol, é inaceitável que seus habitantes sejam proibidos de praticar esportes apenas por diferença de gênero como ocorreu no período da ditadura. Não só jogar, as esportistas merecem os mesmos direitos, de salário por exemplo, e também ocupar um papel importante no cenário nacional da mesma forma que os atletas masculinos.
De acordo com o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Não há um motivo sustentável para que as mulheres sofram preconceito no mundo do esporte. A jogadora e incentivadora do esporte feminino Marta (eleita 6 vezes melhor jogadora de futebol mundial pela FIFA), é um retrato que habilidade não pode ser medida apenas por sexo biológico.
Segundo dados da Rio 2016, a participação das mulheres cresceu cerca de 35% nos últimos 56 anos (2016). Tal acontecimento retrata que as lutas das mulheres para conquistarem seu lugar, lado a lado com os homens, no mundo desportivo têm dado resultado. Todavia, ainda são necessárias medidas para que elas alcancem o mesmo prestígio deles no Brasil.
Diante desse quadro, é necessário que as associações esportivas assegurem os mesmos salários e apoio aos funcionários que desempenham mesmas funções independentemente de gênero, para que os mesmos não se sintam injustiçados. Esse passo, acompanhado ao compromisso das emissoras de televisão em transmitirem não apenas esportes masculinos, mas também femininos, garantirá que as mesmas tenham cada vez mais espaço no cenário esportista nacional, uma vez que a sociedade passaria a contemplar os esportes feminos.