A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 24/07/2020
A participação feminina no esporte sempre passou por inúmeros obstáculos, os quais dificultaram o desenvolvimento dessas práticas desenvolvidas por mulheres; barreiras tais como o decreto de lei redigido em 1941 durante o governo de Getúlio Vargas, o qual apontava a impossibilidade de mulheres participarem de alguns esportes pois estas não estavam aptas para praticá-los. Desta maneira, evidenciando o sistema machista no qual as mulheres estão inseridas. Sendo, portanto, uma problemática não apenas pela falta de apoio recebido, mas também pela objetificação do corpo feminino.
Em primeira análise, é visível a falta de apoio tanto midiático como o dos próprios desenvolvedores esportistas, os quais valorizam a priori somente os esportes masculinos. Sob essa ótica, é possível ratificar a discrepância da divulgação de jogadoras em vista de jogadores homens, além da enorme diferença salarial. Por conseguinte, esse impasse pode ser demonstrado pela quantidade de visibilidade a qual jogador Pelé possui em relação a jogadora Marta mesmo esta agregando mais prêmios a seleção de futebol brasileira do que o ex-futebolista.
Em segunda análise, é incontestável a banalização das mulheres nos esportes em virtude de que estas são consideradas não somente seres frágeis, mas também são erotizadas e objetificadas. Em vista disso, é notória influência da cultura patriarcal, a qual dita que mulheres possuem apenas o dever de realizar tarefas, são submissas e inferiores aos homens e está presente na sociedade desde o início do quarto milênio com o surgimento da civilização mesopotâmica. Porquanto, é extremamente notável como o patriarcalismo contribui para o negligenciamento e objetificação das mulheres no esporte.
Destarte, para que ocorra a valorização do esporte feminino, é de extrema importância a discussão sobre temas como as questões de gênero no esporte por meio de uma parceria das escolas com instituições esportivas produzindo palestras sobre o tema para que as meninas tenham referências esportivas e sintam-se representadas. Além disso, urge que as redes midiáticas parem de tratar e mostrar a mulher no esporte de maneira objetificada e determinem o devido espaço destas através da divulgação dos jogos femininos e oferecimento de visibilidade às jogadoras. Nesse sentido, colocando esses caminhos em prática, diferente de 1941, as mulheres a perceptibilidade merecida.