A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

Em meados do século XX, o Presidente Getúlio Vargas impôs um decreto-lei que proibia as mulheres de praticarem esportes que fossem contra sua natureza, como o futebol. Desse modo, ainda que seja legal nos dias atuais, o futebol, assim como na maioria dos esportes, é visto como um desporte masculino. Logo, tem-se como principais fatores, a falta de investimento e o preconceito enraizado na sociedade que impedem a valorização do esporte feminino.

É relevante enfatizar, primeiramente, que a falta de recursos financeiros dificulta a valorização e a profissionalização dos esportes femininos. Isso acontece porque, os patrocinadores não dão a devida importância aos desportes, quando estes são praticados por mulheres, assim havendo uma disparidade na distribuição dos recursos econômicos quando comparado ao masculino. Tal fato pode ser expresso, na Copa do Mundo feminina de 2019, em que a jogadora Marta atuou em campo com uma chuteira preta sem patrocínio, em protesto a diferença salarial entre os gêneros na mesma função. Dessa forma, buscando a igualdade entre homens e mulheres nos esportes.

Além disso, o preconceito enraizado na sociedade forma uma grande barreira que impede o crescimento na prática nos esportes feminino. “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”, segundo a citação do cientista Albert Einstein, faz-se notório que o preconceito é pertinente até os dias atuais, principalmente, nos esportes, já que é passado de geração para geração de forma “inconsciente”. Como prova disso, é que desde pequenos, de forma cultural, as crianças são influenciadas a brincar com determinado brinquedo de acordo com gênero, caso for menina, brinca de boneca, se for menino, joga bola. Com isso, as meninas ficam cada vez mais distantes de ingressar na prática de algum esporte.

Fica claro, portanto, que a falta de investimento e o preconceito enraizado na sociedade, impedem a valorização dos desportes femininos. Nesse sentido, é necessário que as federações juntamente com os patrocinadores, distribuam as cotas econômicas de forma mais igualitária, aumentando a profissionalização, e, consequentemente valorizando o esporte feminino. Ademais, o Ministério da Cidadania em conjunto com os meios digitais, devem promover e anunciar mais eventos femininos, buscando demonstrar para o público que é praticado no mesmo nível do masculino. Assim, dando mais visibilidade e amenizando o preconceito no esporte feminino no Brasil.