A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 19/07/2020

Desde o governo popular de Getúlio Vargas, as mulheres que querem ingressar no ramo esportivo, eram impedidas de fazê-lo, por meio de uma lei imposta por ele. Atualmente, a elas não é vedado o direito de realizar esportes, mas ainda ocorre situações preconceituosas, como o desrespeito nos jogos ou ainda falta de visibilidade, por exemplo, Marta se tornou a maior artilheira da Seleção do Brasil, ultrapassou Pelé, mas não obteve valorização, comparada com a dele. Haja vista que essas conjunturas são frequentes, surgem duas problemáticas, como garantir maior estima da mulher nesse ramo e combater atitudes desrespeitosas e que ferem a dignidade humana.

Nessa perspectiva, o filme “Bem vindo a Marly Gomant”, retrata a história de um médico negro que foi exercer sua função em uma cidade pequena, mas sofria diversos preconceitos, feito por seus vizinhos, para que não zombassem ainda mais dele e de sua família, impediu sua filha de jogar futebol, alegando que o futebol era um jogo para garotos. Não distante da ficção, o mesmo ocorre, algumas garotas são proibidas ou desvalorizadas ao optarem por realizar alguns esportes. Tendo em vista que a sociedade atual foi construída sobre o conceito, de que apenas aos homens é destinado esse ramo ou ainda são julgadas incapazes de realizá-las, ou seja, a elas não é dado o devido espaço nesse desporto e nem possuem patrocínio e visibilidade, como o desporte masculino.

Nesse mesmo viés, Rena Kanokogi, para participar do torneio de judô em Nova York, teve que se disfarçar de homem, ganhou o torneio, mas teve que devolver o prêmio, quando descobriram que era uma mulher. Levando em conta que o ramo dos esportes, em sua maioria é ocupado por homens, as mulheres não possuem espaço na competição esportiva, como ocorreu com Kanokogi, para poder competir e ter a mesma valorização que os homens, teve que se disfarçar, mas mesmo assim, perdeu o prêmio, por causa de seu gênero e não foi avaliada segundo seu talento. Com isso, subterfúgios devem ser encontrados, para que a mulher obtenha os mesmos direitos que os homens no meio esportivo e não sofram preconceitos, a exemplo de Rena.

Por fim, cabe ao Ministério do Esporte salvaguardar os direitos das mulheres de competirem, com direitos e oportunidades semelhantes as que os desportos masculinos possuem, através de incentivo financeiro nessa área e também na abertura de investidores e patrocinadores, para que possam ter visibilidade no meio esportivo e serem valorizadas, como atletas. É notório salientar que de acordo com a Constituição Federal do Brasil, as mulheres têm o direito de competirem e serem tratadas com respeito e dignidade, assim não somente seus direitos como cidadãs estarão guarnecidos, mas também seus direitos como atleta.