A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 17/07/2020
O esporte é um espaço sociabilizador. Porém, as modalidades esportivas femininas não tem tanta valorização quando comparadas às masculinas. Sobretudo, há certa falta de visibilidade, patrocínio e preconceito que fazem com que a figura feminina não tenha seu reconhecimento no meio esportivo. Sem dúvida, a mulher é totalmente construída pela sociedade e a anos vêm tentando conquistar seu lugar.
No ano de 1941, o presidente Getúlio Vargas, criou uma lei que proibia que as mulheres praticassem o futebol, e teve como justificativas as “condições de natureza”. Todavia, em pleno século 21, mesmo que essa lei já não é mais válida, não há igualdade de gênero. Por exemplo, a atacante Marta, da seleção brasileira, através de levantamentos feitos pela revista “France Football”, recebe 269 vezes menos que o atacante Neymar. Bem como, a mesma em um campeonato fez protesto com sua chuteira sem patrocínio, pedindo igualdade de gênero.
De início, todo esse preconceito que tange o sexo feminino é através de uma construção social do gênero feminino. Pois em 1935, a antropóloga Margaret Mead, em sua obra “Sexo e Temperamento”, estudou diversas tribos que ainda não tinham sido colonizadas, e concluiu que o sexo não está ligado ao temperamento. Na tribo “Thambolil”, ela percebeu que as mulheres eram mais fortes e independentes que os homens, e estes eram mais frágeis e encarregados de cuidar das coisas da casa.
Em vista dos argumentos, a luta do sexo feminino por direitos iguais, seja no esporte, no trabalho e na sociedade é muito antiga. E a cultura brasileira vem sempre objetivando as mulheres que não têm seus espaços respeitados. Assim, é através do incentivo às novas gerações que essa realidade pode se transformar. Por meio do Ministério da Educação e Cultura, para promover campeonatos femininos nas escolas, e também incentivar patrocícios, de forma que tenham a mesma visibilidade do que os masculinos, para assim estimular as meninas a praticá-lo desde cedo.