A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 17/07/2020
O seriado americano “Mad Man” se passa na década de 60 em uma agência de marketing permeada por homens que compõem o executivo da empresa, estes não davam chance alguma a mulheres atingirem o topo, porém a secretária Peggy Olson se destaca com inovações, ocupando assim o cargo de criadora chefe de conteúdo. Fora da ficção, o ambiente de trabalho representado na série se reflete na atualidade em todos os âmbitos, especialmente no esportivo, que desde os primórdios é majoritariamente composto por homens, mostrando a construção de uma sociedade moldada na rejeição da mulher.
Em primeiro plano, os esportes eram competições, geralmente, de agraciamento aos Deuses, como na Grécia Antiga, com os jogos olímpicos exaltando o Deus do Trovão: Zeus. Assim sendo, desde antes de Cristo, os esportes se atrelaram ao homem e a exaltação da musculatura agressiva em jogos de força. Mesmo após dezenas de séculos passados, com sucessivas disputas no campo político, as mulheres ainda não possuem muito espaço. Desde 1960, o número de mulheres no esporte vem crescendo, mas pouco.
No Brasil, país enraizado nas entranhas do patriarcado, o número de mulheres profissionalmente atreladas ao esporte é ainda menor e menos valorizado, isso claramente, é reflexo do espectro sociocultural que só passou a ser discutido no fim do século XVIII com filósofos iluministas ou pré românticos, como: Mary Wollstonecraft, defensora assídua dos direitos das mulheres. Logo, a contemporaneidade mostra-se retrógrada, e a desvalorização das mulheres no esporte denuncia que ainda não evoluímos em preconceitos antigos e machistas.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Primeiramente, o Estado - através do Poder legislativo - deve criar leis afim de tornar obrigatório: a transmissão nas grandes emissoras de televisão ao menos dois campeonatos de distintas práticas femininas, engendrando na normalização da mulher no cotidiano brasileiro, propulsionando mais entradas destas no campo esportivo. Dessa forma, os caminhos para um Brasil menos preconceituoso e melhor trilharão nu rumo certo, e as lutas feministas, como a de Wollstonecraft, terão valido a pena.