A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 18/07/2020
Rosa Luxemburgo defende, “por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”. Vivemos em uma sociedade em que um problema visivelmente constatado é, infelizmente, a exclusão de minorias nos diferentes âmbitos da vida. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude do patriarcalismo, seja pela ausência de debates.
Sobre esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução o patriarcalismo. Vive-se em uma comunidade de indivíduos com pensamentos inteiramente maximizados como sendo superior e tendo mais importância do que um outro grupo. De acordo com “ONU Mulheres”, em uma pesquisa feita mostrou que 81% das pessoas acham o Brasil um país machista e esse número só aumenta a cada dia que passa. Dessa maneira, demonstra-se uma alta necessidade de mudanças ocorrerem para chegar-se em um mundo mais igual e sem padrões impostos.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da ausência de debates. Nesse sentido, Habermas traz a contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a valorização do esporte feminino no Brasil seja resolvido, faz necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chances atuação nele.
Portanto medidas precisam ser tomadas para que haja uma transformação de pensamentos em relação as mulheres dentro do esporte no Brasil. Porquanto, como solução, é preciso que escolas, em parceria com a prefeitura promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a problemática no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando coma presença de professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam essas indagações e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver o contratempo do momento atual, pois, como disse Martin Luther King: “ Toda hora é hora de fazer o que é certo”.