A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 22/07/2020
A História sempre nos remete a episódios onde o sexo feminino é visto como sendo inferior ao masculino em diversas esferas da sociedade. Em um desses episódios, mais especificamente durante a Era Vargas, houve a criação de um artigo que impedia mulheres de praticar qualquer esporte visto como sendo masculino, na época, o futebol foi o mais comentado. A proibição permaneceu por 40 anos, tendo seu fim em 1983. Embora tenha se passado 37 anos, o esporte quando praticado por mulheres está longe de ter o mesmo reconhecimento quando comparado a prática por homens. Deve-se isto ao preconceito e a falta de visibilidade midiática, fazendo com que seja necessária uma análise acerca do exposto.
De início, tem-se noção de que a herança ideológica deixada pelo cristianismo perpetuam até os dias atuais. Nessa perspectiva, mulheres ainda são vistas como sendo frágeis e muitas das vezes incapazes de desenvolver funções que, segundo o cristianismo, foram designadas aos homens. Tal ideologia vai de encontro ao artigo supracitado, onde era exposto diversos equívocos acerca da composição corporal feminina, inviabilizando à elas a condição de atleta. Tais equívocos já foram desmistificados pela medicina. O ano é 2020 e mulheres atletas ainda são alvos de preconceitos e piadas infames, mostrando que por mais que o tempo tenha passado, os dogmas machistas e cristocêntricos continuam enraizados na sociedade brasileira.
Como consequência desse sistema que promove o machismo e a desigualdade de gênero em todas as modalidades esportivas, é observada a escassez de incentivo e apoio às mulheres que optam por seguir carreira no esporte. Pouco se vê a mídia exibindo matérias e apresentações quando elas são o foco. Paralelamente, existem atualmente centenas de veículos de comunicação focados apenas em exibir esportes onde homens são os protagonistas, inviabilizando, mais uma vez, mulheres atletas que desempenham suas habilidades esportivas brilhantemente.
Portanto, fica evidente a necessidade de se fazer vista a modalidade feminina dentro do esporte. Nesse aspecto, cabe ao Ministério da Cidadania promover um maior acesso a população brasileira acerca do esporte feminino, por meio de parcerias com veículos de comunicação, principalmente a mídia televisiva, exibindo matérias e jogos com a mesma frequência em que é promovido quando se trata do aspecto masculino, a fim de evitar a desigualdade e fazer com que a população comece a enxergar o esporte praticado por mulheres no Brasil como algo comum e inspirador. Espera-se com isso que haja a valorização necessária dentro do universo feminino no que tange ao esporte e que possamos viver em uma sociedade igualitária e longe de preconceitos.