A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/07/2020

No governo getulista, iniciado na década de 30, formulou-se leis que restringiam a participação da mulher nas modalidades esportivas. Atualmente, ainda que tais leis não vigoram mais, não há valorização do esporte feminino no Brasil. Isso ocorre devido à sociedade patriarcal que descrimina a atuação da mulher no mundo público, embora, elas vêm lutando para terem direitos na cultura do esporte.

A obra “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, retrata a “coisificação” (condição de objeto) da mulher numa sociedade patriarcal. De maneira análoga, a discriminação da figura feminina, na contemporaneidade, se deve a estrutura machista do país de modo a reprimir a participação delas no espaço público, como no esporte. Assim, as mulheres enfrentam preconceitos e a falta de visibilidade, como é o caso da jogadora de futebol Marta, que ultrapassou o jogador Pelé, ao marcar 98 gols, e tão pouco foi reconhecida.

Em contrapartida, o sociólogo Walter Benjamin defende a reprodução da cultura para a todos. Nesse sentido, é, também, direito de a mulher ter acesso à cultura, poder competir nos esportes de maneira igual aos homens. Essa luta feminina tem avançado progressivamente ao longo dos anos: entre 1960 e 2016 a participação das mulheres aumentos 34% nos jogos olímpicos, segundo pesquisas. Dessa forma, elas inclusive garantem mudanças sociais, a fim de ter uma sociedade mais justa e igualitária.

É necessário, portanto, que as mulheres sejam reconhecidas em prol de um país que garanta os direitos titulados pela constituição de igualdade entre todos os cidadãos e, assim, haverá a valorização plena do esporte feminino. Isso poderia ser feito por meio de palestras, sobre a importância da igualdade de gênero, destinadas às crianças e jovens pelas instituições de ensino em parceria com o governo. Ademais, a curto prazo, as instituições esportivas poderiam promover campeonatos femininos gratuitos que incentivassem as meninas a participarem dos esportes, com a finalidade de aumentar a interação das mulheres com as modalidades esportivas brasileiras.