A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 22/07/2020

Em 2019, em um jogo na Austrália, a jogadora de futebol brasileira Marta trocou suas chuteiras comuns, patrocinadas por uma marca, para usar um par preto, sem marca, com o símbolo  da campanha “Go Equal” — que visa a igualdade de gênero nos esportes. Tal ato reforça a ideia de que homens e mulheres ainda não são tratados da mesma maneira neste âmbito.

Frequentemente, as famílias de jovens meninas não as incentivam a seguir carreira esportiva, por ter uma visão de ser uma “coisa de homem”. No Brasil, o esporte é uma maneira de pessoas  pobres e periféricas terem uma chance de ascensão social. O estímulo sendo maior para os homens contribui para a perda dessa chance por parte das mulheres e aumenta a diferença de poder econômico entre os gêneros.

O filme “Ela é o cara” apresenta uma personagem frustrada porque o time feminino de sua escola foi dissolvido. Ela finge ser seu irmão gêmeo para poder jogar. Esta prática remete ao que já aconteceu historicamente, quando mulheres ainda eram proibidas por lei de participar de atividades assim. A obra também reflete a desmotivação da participação feminina no esporte por parte do ambiente estudantil.

Para diminuir essa desigualdade, é necessário um trabalho conjunto entre as instituições e as famílias. Deve haver a elaboração de programas para incluir meninas nas práticas esportivas das escolas, tendo a mesma oferta de opções de modalidades que há para os meninos. Além disso, o apoio familiar é crucial no processo para ajudar, principalmente, no psicológico dessas crianças e adolescentes.