A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/07/2020
O esporte em suas múltiplas modalidades há muito faz parte da experiência humana, como prova basta rememorar Esparta da antiga Grécia. Todavia, ele é díspar entre homens e mulheres. Assim, ao observar o cenário brasileiro evidencia-se a desvalorização da mulher no esporte. Primeiro, alicerçada pela cultura do país e, segundo, potencializada pela mídia.
Antes de tudo salienta-se que o Brasil tem por base uma cultura machista, o que reflete no campo esportivo. Cita-se, a exemplo, o Decreto-Lei de 1941, em que as mulheres foram proibidas de praticar esportes ditos como “incompatíveis com sua natureza”. Em acréscimo, tal discriminação não foi superada na atualidade, pois a incongruência entre ser mulher e praticar esportes de força e velocidade permanece no imaginário da sociedade.
Ademais, é frequente a exaltação pela mídia dos atributos de beleza ao invés dos esportivos, quando se trata das mulheres. Portanto, diz-se das musas do futebol em contraposição aos jogadores, um vocábulário essencialmente misógino. Se por um lado, em 2015, Marta tornou-se a maior artilheira de futebol da seleção brasileira, por outro lado, em 2019, teve como patrocinadora uma empresa de cosméticos. Esse fato reafirma a supremacia da estética em detrimento do talento e da habilidade.
Em síntese, é nítida a necessidade de mudança na realidade do esporte feminino no Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação a produção de um projeto a ser executado pelas escolas municipais e estaduais, por meio de vídeos, nas aulas de Educação Física, em que atletas são entrevistadas objetivando dar-lhes visibilidade a partir de suas palavras. Tal medida tem por finalidade uma mudança cultural, em prol de uma sociedade mais equidosa quanto à mulher no esporte.