A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 18/07/2020
O esporte feminino é uma atividade muito importante, mas não é devidamente valorizado no Brasil.
É importante, porque todos precisam de atividade física para a saúde do corpo e o esporte como competição é um grande incentivo a esta prática. Porém, mais do que isto, o esporte tem importância por ser um espaço de sociabilização e que pode ser um meio de empoderamento feminino, porque o esporte tem o potencial de tornar mulheres campeãs um símbolo de superação e fonte de inspiração para que ocorram conquistas feministas em outras áreas da nossa sociedade, facilitando a equidade entre os gêneros e eliminando discriminações, como no mercado de trabalho e na participação política, além do potencial de ser um alternativa de atividade profissional.
Entretanto no Brasil, onde temos uma sociedade machista (e racista), há grande detrimento de incentivos ao esporte feminino. O futebol feminino, por exemplo, que era proibido até 1979 e só foi regulamentado em 1983, ainda não se profissionalizou e as atletas em geral recebem pouco e são contratadas apenas por temporadas. Mesmo atletas de sucesso são desvalorizadas, como a Marta, que já marcou mais gols pela seleção que Pelé, e a Amanda Nunes, campeã maior do UFC, que só obtiveram conquistas profissionais no exterior. Aqui, o espaço na mídia é sem dúvida menor para as atletas, assim como na publicidade, nas políticas públicas e nos patrocínios privados.
Certamente, devemos todos lutar pela valorização do esporte feminino. Primeiro, incentivar eventos esportivos femininos, assistir e fazer questão de pagar pelo ingresso, mostrar que há público. Segundo, cobrar das escolas a devida integração feminina em todas as práticas esportivas, pois a educação é meio para acabar com discriminações de gênero. Finalmente, cabe cobrar das autoridades o aumento de políticas públicas voltadas à promoção do esporte feminino, realizando competições, construindo centros de treinamento e financiando as atletas.